domingo, 27 novembro 2022

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Sempre nas nuvens





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Há uma guerra na Ucrânia e eu andava a milhas na Galícia a trabalhar num projecto por três dias! Ali, o meu mapa mundo era eu. Instalada num hotel confortável, com cama de monarca, spa, pequeno almoço abusivo e vista para o mar!

 - Outra vez? Diz - me o meu amigo João, ao recordar - me que andei nas nuvens pelos caminhos de Santiago de Compostela enquanto já proliferava o vírus corona em Portugal!

Sabia de ambas as tragédias pelo Google ou pelas conversas via WhatsApp com a família, mas verdadeiramente não estava interiorizada. Também não vou pedir desculpa a ninguém por investir os meus pensamentos num encontro com o meu íntimo... Rejeito ver televisão ou imagens da internet quando estou a usufruir do luxo emocional ao aproveitar algum momento de prazer no meu lazer… a antítese absoluta dos dias monótonos e cinzentos. 

Levei outra vez um murro no estômago quando me encontrei de novo na minha realidade! Pior que o medo do desconhecido de um vírus que matava, é uma guerra aqui tão perto. Uma sensação de impotência e compaixão apodera-se de mim. Nada podemos fazer... dizem-me perante minha tristeza. Mas acho que sempre que podemos fazer algo...

Não faço ideia o que se passará amanhã ao virar da esquina, mas agora morro de medo a cada intervalo da minha distração!

D. Alzira kokay, que é amiga da minha mãe, tantas vezes nos contou a história do seu marido, que foi um refugiado da Bulgária, e que chegou sozinho a Portugal com quase dez anos. Perdera-se da mãe durante a fuga. Foi acolhido por uma família portuguesa que felizmente o educou bem e teve uma relação como verdadeiros irmãos com o outro filho do casal.  

A família kokay reencontrou a mãe do esposo quando os dois filhos já eram crescidos... 

Penso para mim o quanto jamais imaginei algum dia presenciar na televisão o terror semelhante a esta história verídica.  

Uma guerra e uma pandemia em pleno século XXI, e é tão assustador imaginar nossos filhos passarem por tamanha barbaridade. Se fôssemos nós?  

Continuo a rejeitar ficar deprimida com a invasão da comunicação social pela casa dentro, principalmente ao jantar. 

Mas podemos fazer sempre mais, por muito pouco que possamos doar.  

Por último, oremos pela paz. Na Ucrânia. No mundo. Nos corações de todos.

Enquanto houver guerra, nós vamos fazendo a nossa parte de Amor.

Luso.eu - Jornal das comunidades
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