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Ando por Sanfins variadas vezes por semana. Cada vez gosto mais desta aldeia montada em cima de pedra granítica (agora dizem que é só uma ex-freguesia, e que pertence a uma Junta de três… a identidade a ir-se!).

Pena que estejam a desaparecer as casas antigas, principalmente as menos abastadas (e as mais abastadas contam-se pelos dedos das mãos), e as pedras velhas que nos contam histórias de outros tempos, substituídas sem piedade pelo "nobre" betão actual, ou pelas placas de pedra, que sempre iguais e feitas industrialmente, o escondem.

As calçadas velhas, já quase não as há. Os musgos, quase desapareceram dos muros e o “progresso” chega galopante e freneticamente apressado. Os riachos que, juntos, acabarão por ser o rio Ferreira, fedem em muitos locais. As trutas já há muito que desapareceram, e com elas os campeonatos de pesca desportiva.

Do Museu Arqueológico da Citânia só se pode dizer bem. Instalado no Solar dos Brandões, de estilo barroco, a sua visita, através da qual se pode conhecer o espólio das escavações efectuadas na Citânia e o acervo arqueológico recolhido no concelho, serve para nos ajudar a compreender a vida dos povos que habitaram, por perto de mil anos, esta região.

Dos dois Cedros multicentenários, já só resta um no jardim do Solar, que apesar do seu imponente tamanho, não tem, nem de perto nem de longe, a categoria e a imponência, que, durante centenas de anos teve. Quase tudo se perdeu em poucos pares de lustres a partir dos anos sessenta do século passado, por incúria dos responsáveis pela sua, dos dois cedros, manutenção e tratamento.

Quanto à Igreja Velha, Igreja de São Pedro Fins de Ferreira, continuadamente fechada, com chave para visitas guardada no Museu, à espera de potenciais interessados mas sem pessoal para um acompanhamento condigno, não tem préstimo para eventos - à míngua de pedidos dirigidos à …, e posterior concessão especial da …, Câmara Municipal do Concelho, e cujo material, como cadeiras, mesas, projectores, luzes, som, etc., que se sabe existir, também carece do mesmo tipo de pedido e aprovação - não serve a comunidade nem o visitante eventual, e não é procurada por não ser publicitada. Como uma pescadinha de rabo na boca, não há visitantes, logo não é necessário pessoal para esse efeito, qualificado ou não, e não se publicita porque não há pessoal nem material disponível.

Eventos com perto de 20 pessoas sentadas poderão eventualmente ser feitos no Museu, com o mesmo tipo de, atempados, pedidos e aprovações já descritos.

A Citânia, isolada num planalto sobranceiro a um ribeiro, um dos principais testemunhos da cultura castreja do noroeste peninsular, está aparentemente triste e efectivamente abandonada pelas entidades competentes.

O visitante chega e pode percorrer a seu bel-prazer toda a área, sem que seja visto ou controladas as suas acções. O perímetro não é vedado, e quem chega, através de uma estrada já há muito esburacada e a necessitar de arranjo, estaciona num espaço que existe para o efeito, mas não tem de passar pela recepção, onde um “guarda / guia” está em permanência. A recepção está como que escondida do visitante, apesar de existir caminho feito até lá.

E o mais lógico para o visitante ocasional, porque está convidativamente aberta a passagem, é subir directamente para o espaço da necrópole. Para evitar esta situação, bastaria tapar essa entrada, obrigando o passante a dar a volta pelo edifício da “recepção”. Coisa fácil!

Na Citânia existe uma reconstrução de uma unidade familiar, à espera de ser reconstruída após ter sido vandalizada há anos. Nela podemos imaginar com alguma facilidade como viviam estes nossos antepassados. Também podemos ir visitar o “edifício” dos banhos públicos, quentes e frios. Tudo isto e muito mais, pode ser apreciado com o acompanhamento do “guia” que se encontra na “recepção”, mesmo que para isso ele tenha que a abandonar por não existir mais nenhum funcionário.

Lembremo-nos que a exemplo do Museu e da Igreja velha, e de outras coisas de interesse, como a Anta, o Cedro e o Penedo das Ninfas, nada é publicitado. A inexistência de placas indicativas e apelativas é praticamente total, no que respeita ao Concelho, e parca à volta e dentro da Freguesia.

Tudo nos parece fácil de resolver, e resolver-se-ia com boa vontade e algum dinheiro, mas, como em muitos casos por esse país fora, para estes casos “não há verba disponível”.

Lembremo-nos ainda, que esta Autarquia, primeira responsável por tudo o que existe no seu Concelho, apesar de ter uma das principais Citânias da Península, não tem nos seus quadros qualquer Arqueólogo enquanto tal.

 

José Fernando Magalhães

“- Por decisão do autor, este artigo encontra-se escrito em Português, e não ao abrigo do «novo acordo ortográfico».”

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