Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.

Foi celebrado em Genebra o Dia internacional da mulher

ID:N°/ Texto: 4650
Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Celebrando o Dia Internacional da Mulher teve lugar na Escola de Pinchat, em Carouge, no cantão de Genebra, um debate sob a égide “Desconstruindo os preconceitos e construindo o respeito”, organizado pelas associações AYAKAMAE e ALAIS- Académie de Lettres et Arts Luso-Suisse, no dia 8 de maio.

Este debate, permitiu partilhar testemunhos de vida, opiniões e incentivos, os quais foram dirigidos em particular às mulheres, pelo facto de serem constantemente   menosprezadas, humilhadas, assediadas, escravizadas e vitimas apesar das sucessivas manifestações e acções, não esquecendo todos os aspectos de desigualdade.

A organização do evento convidou  um grupo de mulheres que se têm notabilizado  a nível social, profissional  e também político,   no cantão de Genebra: Cathy Jacquier de nacionalidade  Suíça, vice-presidente da ‘Fondetec’ e candidata ao concelho municipal de Genebra, Helen Yau de Hong Kong, com dupla nacionalidde chinesa e suiça, candidata ao concelho municipal de Genebra, Danielle Feitosa  de nacionalidade brasileira, Elizabeth Zenhna de nacionalidade boliviana e Paulo Pinto de nacionalidade portuguesa.

Geise Perrelet mediadora do debate abordou os elementos da mesa aerca de variados temas:

A dificuldade em se estabelecer em Genebra, devido á barreira linguística, o mercado de trabalho, a emissão de autorização de residência, e a dificuldade em encontrar alojamento.

Cathy Jacquier, mesmo sendo suíça referiu que " também ela experimentou a dificuldade de se estabelecer numa cidade Helvética cujo idioma é diferente da sua língua materna, de igual modo partilhou uma vivência num país estrangeiro onde não lhe foi possível encontrar trabalho".  Referiu que "sempre teve de lutar contra esses preconceitos, mesmo no seu país, sobretudo porque já viveu e trabalhou em cantões diferentes; defendeu ainda que ao contrário dos homens, as mulheres são menos unidas, como acontece geralmente no trabalho, pelo que é importante mudar esta mentalide pois só assim poderão ser mais fortes, se forem mais unidas entre elas".

Salientou que "o combate ideológico e político-partidário tem de ser plural e alargado, por vezes ele é mediatizado e enfatizado por candidatas dos partidos ditos de esquerda, porém as mulheres devem-se solidarizar mudando esse mundo predominantemente masculino. Na suíça existem diversos organismos que visam apoiar e orientar as pessoas vítimas de qualquer tipo de assédio ou exploração têm de ser denunciados e obviamente sem qualquer tipo de temor, visto que o anonimato é imperativo".

Helen Yau, disse que " é importante manter a Suíça tal como ela é, não a transformar ou aculturar, pois não é benéfico haver grupos de comunidades que se fecham entre elas, sem se integrarem na cultura já existente, do país. Salientou que "todas as situações de abuso e violência devem ser denunciadas através das associações e instituições de apoio á vítima, luta pela paridade e igualdade de género tendo em conta as capacidades e competências". No que respeita ao sector bancário e politico "ainda continuam a ser um meio predominantemente masculino e fechado". 

Danielle Feitosa, disse que "passado cerca de onze anos de residência em Genebra trabalhou em algo diferente do que são as suas competências"  sentindo atualmente "uma cidadã estabelecida não obstante a dificuldade inerente ao idioma, a diferença cultural e social, o trabalho doméstico e os cuidados com os filhos".

Elizabeth Zenhna, tal como as outras pessoas presentes na mesa, ela "também sentiu muito a saudade da família principalmente dos seus filhos que ficaram na sua terra Natal, assim como as mesmas dificuldades de integração inerente ao idioma, a diferença cultural e social", sentindo-se também "uma cidadã estabelecida, com a família reunida e os filhos integrados na confederação helvética".

Paulo Pinto à semelhança das pessoas presentes na mesa "também passou por diferentes processos de integração não obstante o género, também os homens são vítimas de assédio, conhecendo alguns casos em concreto e que por receio de perderem o emprego optam por não denunciar esses colegas de trabalho".

Acrescentou ainda que "a facilidade de comunicação as competências linguísticas e habilitações literárias muitas vezes não são suficientes para melhor nos estabelecermos, acima de tudo importa a persistência, a resiliência, a aceitação a proximidade á nossa terra natal se bem que a internet veio ajudar muito, estreitando assim os laços com a família"

Salientou ainda " a importância da luta social e laboral das mulheres as quais não auferem o mesmo salário para as mesmas tarefas, a saber o caso do sector das limpezas maior empregador feminino e também com muitos colaboradores masculinos em que os homens têm em media cerca de 1.50 fr por hora a mais do que as suas companheiras de trabalho".

No fim do debate todos foram unanimes que as mulheres devem - se mobilizar assim como toda a sociedade helvética, colaborando e subscrevendo a proposta de diferentes acções para que todos os cidadãos possam auferir um salário mínimo de 23.-fr/hora.

Os organizadores do evento ofereceram depois prendas a todas as cerca de 30 mulheres presentes no evento, como por exemplo, jantares gratuitos em   restaurantes, cremes de  beleza, e outros produtos fde estética. 

O  evento decorreu depois com música, ao  som dos grupos, Moisés Moza, e Max Figueiredo, em grande animação. 

Augusto Lopes
Autor escritor / colaborador / correspondente
Para ver mais textos, por favor clique no nome do autor.

Contactar o Autor via : Webmaster  Perfil: Info

Textos deste autor:

RECOMENDADOS PARA SI

Eventos este Mês

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Últimos Tweets

28.500 professores colocados na primeira quinzena de agosto https://t.co/2tdDUYZfXl
Avante!: PCP reduz lotação a um terço, para cerca de 33 mil pessoas https://t.co/P3LiHU3Hk8
Português morto à facada em Mons https://t.co/mZyPJUx8dG
Follow Jornal das Comunidades on Twitter