quinta-feira, 08 junho 2023

As casas em Portugal são…

Jun. 06, 2023 Hits:347 Opinião

Sobreviventes

Jun. 06, 2023 Hits:854 Crónicas

Os grandes jogadores sabe…

Jun. 05, 2023 Hits:863 Opinião

Metal polido, liga fraca

Jun. 02, 2023 Hits:786 Apontamentos

Vinho português à conqu…

maio 30, 2023 Hits:1076 Opinião

Esta Raça de Ser Portist…

maio 29, 2023 Hits:682 Opinião

Conceitos Marcelistas

maio 25, 2023 Hits:167 Opinião

As correrias da Bia ou a …

maio 24, 2023 Hits:1840 Crónicas

Sou Galamba

maio 24, 2023 Hits:1127 Opinião

Esta vida de marinheiro

maio 22, 2023 Hits:933 Opinião

Josué

maio 21, 2023 Hits:754 Opinião

Saudades de casa

maio 21, 2023 Hits:1200 Crónicas

A Cigarra e a Formiga - Remastered





A sua generosidade permite a publicação diária de notícias, artigos de opinião, crónicas e informação do interesse das comunidades portuguesas.


Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor!

Era uma vez uma cigarra que vivia despreocupada, cantando e saltitando pelo bosque. Era verão, nada lhe faltava! Se tinha fome, era só pegar numa erva e meter à boca! Se aos parceiros de geringonça fosse preciso agradar, era só ceder em uma ou duas promessas-bandeira e tudo estava resolvido! Ainda por cima, com os juros da dívida historicamente baixos, como não aproveitar? Afinal de contas, há mais vida para além do défice!

Certo dia, a cigarra encontrou uma formiguinha carregando uma pesada folha. Perguntou a cigarra à formiga:
- Porquê tamanho esforço quando há tanta comida disponível? Porque não gozas o verão?
A formiguinha, cautelosa, respondeu que no verão se prepara o inverno. No verão, arruma-se a casa, e usa-se a abundância de recursos disponíveis para se pensar a longo prazo. No verão, abate-se dívida e fazem-se as reformas estruturais necessárias. No verão, fazem-se coisas menos fáceis de vender aos eleitores e que porventura acarretam custos (também políticos) avultados, mas que ajudarão a melhor aguentar o inverno.

A cigarra não ligou. A formiga ainda a avisou que passaria frio e fome se não mudasse de vida, mas a cigarra só queria mesmo era cantar, dançar, saltar, viver feliz! Para quê construir um abrigo quente quando o sol bate de frente? Mais uns milhões para a TAP, mais uns milhares de funcionários públicos, mais umas gorduras para um gordo Estado... Amanhã podemos já cá nem estar, porque não então desfrutar?

Até que enfim chegou o inverno. No início, o consenso era que tudo seria passageiro. A pandemia mais uns meses estava resolvida, a inflação era transitória, a Rússia não tinha recursos nem aliados para sustentar uma guerra de longa duração. Era apenas uma brisa fresquinha. Claro que, no país das cigarras otimistas, este foi um pensamento bem acolhido. Só que a pandemia durou, a guerra ainda dura, e a inflação sufoca e sufocará. A cigarra da vidairada, com o tempo, foi ficando fria, gelada, cada vez mais esfomeada. Até a bazuca parece curta para cobrir o caos na habitação, o caos na saúde, o caos nos comboios, o caos na educação, o caos na justiça, o caos na energia, o caos na defesa, o caos da inflação, o caos...

Desesperada, a cigarra bateu à porta das formigas. Na fábula de Esopo, as formigas, vendo a cigarra em tão mau estado, acolheram-na, agasalharam-na, e alimentaram-na. Contudo, porque no mundo das formigas todas trabalham para sobreviver ao futuro, a cigarra não podia ser exceção. Por isso, na fábula de Esopo, as formigas exigiram à cigarra a sua quota-parte de esforço. Sortuda da cigarra que a contrapartida foi fazer aquilo que ela mais gosta: animar as formigas, tocando e cantando as suas melodias!

Infelizmente, o mundo do formigueiro europeu é menos cor-de-rosa. Também há algumas formigas, mas nem os mantimentos acumulados eram tão numerosos assim, nem a solidariedade será tão forte, nem as contrapartidas são tão prazerosas. A Europa, em decadência há décadas, vê-se de repente em confronto com um desafio gigantesco que exige uma resposta à altura. Então, para sermos acolhidos no umbrela europeu, não teremos outra opção senão ceder a duras exigências: reforçar despesa em setores onde até agora estávamos quase ausentes (sobretudo a defesa) e, essencialmente, apertar o cinto. E de pouco adianta reclamar da subida das taxas de juro, de pouco adiantam greves e protestos por mais nobres que sejam as causas (geralmente são). No país das cigarras, nem há dinheiro nem há engenho para o fazer render. E já se sabe, casa onde não há pão…

… todos ralham mas alguém tem razão! Como qualquer conto infantil, também este conto onde todos estamos imersos encerra uma lição moral. A moral desta história é: Se votas na cigarra, não esperes pensamento de formiga. Se votas PS, espera invernos de stress. Quem promete verões de folia só tem para dar invernos de agonia. Para os que duvidavam e ainda precisavam de evidências, eis o teste do algodão. Que nos sirva de lição.

Vitória, vitória, ainda não se acabou a história.

Luso.eu - Jornal das comunidades
Cláudio Figueiredo Costa
Author: Cláudio Figueiredo CostaEmail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Para ver mais textos, por favor clique no nome do autor
Lista dos seus últimos textos

Adicione o seu comentário aqui!



Luso.eu | Jornal Notícias das Comunidades

luso.eu Jornal Comunidades

A nossa newsletter

Jornal das Comunidades

Não perca as promoções e novidades que reservamos para nossos fiéis assinantes.
O seu endereço de email é apenas utilizado para lhe enviar a nossa newsletter e informações sobre as nossas actividades. Você pode usar o link de cancelamento integrado em cada um de nossos e-mails a qualquer momento.

TEMOS NO SITE

Temos 262  pessoas que estão a ver esta página no momento, e 0 membros em linha

Top News Embaixada

A SUA PUBLICIDADE AQUI?

EVENTOS ESTE MÊS

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

News Fotografia