Santarém – A fileira dos pequenos frutos consolidou-se como um dos pilares mais dinâmicos da agricultura portuguesa, apresentando números que confirmam o seu peso estratégico na economia nacional.
Durante a Feira Nacional de Agricultura, foi apresentado o estudo “Impacto Económico dos Pequenos Frutos em Portugal”, promovido pela Lusomorango e elaborado pela EY, que revela que o setor gerou, em 2025, mais de mil milhões de euros de valor para a economia do país.
Os dados apresentados destacam não apenas a capacidade de criação de riqueza, mas também o forte impacto social do setor. A produção de pequenos frutos sustentou, no ano passado, o equivalente a mais de 34 mil postos de trabalho e contribuiu com 276 milhões de euros em receita fiscal para o Estado. Estes números sublinham a importância crescente de uma fileira que tem sabido responder às exigências dos mercados internacionais através da qualidade e da organização.
O sucesso deste crescimento é atribuído ao investimento contínuo em investigação, inovação e sustentabilidade. A adoção de práticas como a economia circular, a agricultura de precisão e a eficiência hídrica tem sido decisiva para conciliar competitividade com responsabilidade ambiental. Segundo os responsáveis presentes na sessão, esta fileira demonstra que é possível criar valor acrescentado, atrair investimento e afirmar a marca Portugal no exterior, simultaneamente.
Para garantir a continuidade desta trajetória positiva, o setor conta com o compromisso governamental de criar condições favoráveis ao investimento, nomeadamente através da simplificação e desburocratização dos processos. Estas medidas são consideradas essenciais para aumentar a produtividade e manter a atratividade do setor para novos investidores.
O estudo foi elogiado pela sua proatividade e pelo contributo na organização dos produtores. A Lusomorango, promotora da iniciativa, foi destacada pelo papel fundamental na valorização da produção nacional e no desenvolvimento de uma das fileiras mais promissoras da agricultura portuguesa, provando que a união entre produtores, investigação e políticas de apoio é a chave para o futuro do setor.





