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Ilustração


É o olhar de um homem que confessou não ser capaz de dizer não ao sexo. E é também o do 29.º presidente dos Estados Unidos.

Warren Harding, cem anos antes de Donald Trump, teve também de pagar a uma amante problemática uma belíssima soma de dólares, além de uma viagem para ela e para o marido pelos mares da China e Japão… Tal como Donald Trump viria a fazer com a atriz pornográfica Stormy Daniels.

Mas os paralelismos não acabam.
Sob Harding consolidou-se a viragem isolacionista americana e o afastamento da Sociedade das Nações, antepassada da ONU. Ao sair de várias organizações internacionais, Trump não fez muito diferente.

Com Harding veio desregulamentação, cortes nos impostos e casos de corrupção no governo. Com Trump, segundo a revista Forbes, o atual governo é mais rico da história americana. Howard Lutnick, Linda McMahon, Scott Bessent ou Kevin Warsh ilustram a presença de multimilionários e elites financeiras no centro do poder americano. E desde que regressou à Casa Branca, Donald Trump terá aumentado substancialmente a fortuna familiar, segundo estimativas da imprensa financeira dos Estados Unidos.

Parece ser mais um governo de milionários, pelos milionários e para os milionários do que “do povo, pelo povo e para o povo”, como formulou Abraham Lincoln há mais de 150 anos.
Harding morreu no cargo, mas logo se descobriu que tinha mais outra amante. E até uma filha dessa ligação. A família de Harding acusou-a de mentir, mas descobriu-se que ela afinal tinha razão através de testes ADN… em 2015.

Com Trump, os episódios com mulheres são conhecidos. E continua sem se saber até onde poderá ir o ruído político em torno do caso Epstein.
Mas há também enormes diferenças entre ambos. Harding foi um presidente relativamente fraco e passivo, enquanto Trump, pelo contrário, é disruptivo, personalista e centralizador.
Os EUA já tiveram grandes estadistas. Depois há os outros...