Portugal à mesa das decisões europeias: Luís Montenegro participou no Conselho Europeu, num momento marcado pelos desafios da economia, da segurança e da guerra na Ucrânia.
Bruxelas, 19 de junho de 2026 – O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, participou esta sexta-feira na reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, onde destacou vários temas de particular interesse para Portugal, desde o investimento europeu às questões de segurança internacional.
À chegada à cimeira, Montenegro defendeu uma Europa mais competitiva e capaz de responder aos atuais desafios geopolíticos, sublinhando a importância de promover o crescimento económico, a inovação e a criação de emprego. O chefe do Governo português salientou ainda a necessidade de garantir um investimento europeu robusto, com especial atenção a Portugal e às regiões ultraperiféricas, cuja realidade geográfica exige um apoio específico por parte da União Europeia.
A guerra na Ucrânia voltou a ocupar um lugar central nas discussões entre os líderes europeus. Luís Montenegro reafirmou o apoio de Portugal à unidade da União Europeia em torno de Kiev, defendendo a continuação dos esforços diplomáticos e políticos para alcançar uma “paz justa e duradoura” no conflito.
O primeiro-ministro português abordou igualmente a situação no Médio Oriente, manifestando apoio aos esforços internacionais para reduzir as tensões na região. Montenegro referiu a importância do entendimento promovido pelos Estados Unidos com o Irão e destacou a necessidade de preservar a estabilidade regional e a segurança energética global.
Outro dos temas destacados por Portugal foi a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas mundiais para o transporte de petróleo e gás. Luís Montenegro sublinhou que a segurança desta via estratégica é fundamental para a estabilidade económica internacional e para o abastecimento energético europeu.
No final da reunião, o primeiro-ministro português reiterou a importância de uma União Europeia unida e capaz de responder aos desafios globais, defendendo uma Europa mais forte, mais competitiva e mais preparada para proteger os interesses dos seus cidadãos.










