script async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-3525825446826650" crossorigin="anonymous"> Europa - luso.eu | Jornal de Notícias das Comunidades Portuguesas
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Sapato de couro preto exposto sobre uma mesa, acompanhado de materiais informativos e objetos decorativos, representando a apresentação da indústria portuguesa do calçado num evento em Bruxelas.
Foto:©Tony Da Silva


Bruxelas – A indústria portuguesa do calçado marcou hoje presença na capital europeia com uma mensagem contundente: a competitividade, a resiliência e a sustentabilidade da União Europeia dependem do regresso da produção ao continente.

Numa iniciativa estratégica promovida pela APICCAPS (Associação Portuguesa das Indústrias de Calçado, Componentes e Artigos de Pele) e pelo Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP), o setor apresentou aos decisores políticos um modelo concreto de reindustrialização.

O evento, realizado nas instalações da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER), contou com o apoio da CEC (Confederação da Indústria Europeia de Calçado) e reuniu eurodeputados, responsáveis institucionais e líderes empresariais. O objetivo central foi demonstrar que a Europa possui a capacidade tecnológica e a expertise necessárias para reduzir a dependência de cadeias de abastecimento globais distantes, apostando instead na inovação e na produção de proximidade.

Num contexto marcado por profundas transformações geopolíticas, instabilidade económica e urgência climática, o modelo apresentado por Portugal destaca a sustentabilidade como pilar fundamental. A indústria nacional defende que o "feito na Europa" não é apenas uma garantia de qualidade, mas uma estratégia vital para encurtar circuitos logísticos, reduzir a pegada de carbono e fortalecer a autonomia estratégica do bloco face às crises internacionais.

Ao levar para Bruxelas casos de sucesso e soluções tecnológicas desenvolvidas em solo nacional, o setor do calçado português posiciona-se não apenas como um exportador de produtos, mas como um exportador de know-how e de um visionário para o futuro industrial europeu. A mensagem deixada aos políticos foi clara: investir na reindustrialização baseada na inovação e na proximidade é o caminho inevitável para uma Europa mais forte e soberana.


 



 

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