Reunidas no Luxemburgo, as estruturas do partido assumem quatro prioridades: proximidade, participação, ligação a Portugal e representação.
Não há portugueses de primeira nem de segunda. É com esta ideia, repetida ao longo do documento, que as Secções do PSD na Europa aprovaram a "Carta do Luxemburgo", uma declaração de princípios com que o partido quer reforçar a ligação às comunidades portuguesas. O encontro realizou-se no Luxemburgo, nas instalações do Secretariado-Geral do CSV, o partido democrata-cristão luxemburguês, na Rue de l'Eau, n.º 2, L-1449.
Segundo o PSD, a Carta defende que todos os portugueses devem poder exercer plenamente os seus direitos de cidadania, vivam onde viverem. Para isso, as Secções assumem quatro compromissos.
O primeiro é a proximidade. O partido quer serviços consulares mais modernos e eficazes, com acesso real também para quem vive longe dos consulados, e uma ligação permanente às estruturas locais, associativas, profissionais e empresariais.
O segundo é a participação. O PSD quer facilitar o voto dos portugueses residentes no estrangeiro através de novas soluções, incluindo digitais.
O terceiro é mais Portugal. A Carta fala em valorizar o ensino da língua portuguesa e a cultura, aproximar as novas gerações e os lusodescendentes do país e promover o regresso e o investimento, incluindo nos territórios de baixa densidade.
O quarto é a representação. As Secções querem renovar as estruturas do partido na Europa, com mais jovens e mulheres e uma voz mais forte das comunidades dentro do PSD. Querem ainda valorizar o contributo profissional, empresarial e cívico dos portugueses lá fora.
Estas prioridades dão continuidade ao Plano de Atividades 2026-2028, que aposta no crescimento e na renovação das estruturas e numa relação mais próxima com os portugueses residentes no estrangeiro. As Secções comprometem-se a identificar as preocupações das comunidades, a apresentá-las à direção nacional do PSD e a acompanhar as respostas e os resultados.
A Carta reforça também a articulação entre as Secções europeias e a direção nacional, com mais coordenação, partilha de experiências e trabalho em rede. Prevê ainda a realização de um Encontro das Secções do PSD na Europa de dois em dois anos.
A sessão de encerramento contou com intervenções do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, dos deputados Carlos Gonçalves e Carlos Silva Santiago, e do secretário-geral do CSV, Alex Donnersbach. Falaram também o coordenador do secretariado para as comunidades portuguesas e conselheiro eleito pelo Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), Flávio Martins, o secretário-geral adjunto do PSD, Ricardo Carvalho, e o presidente da secção do PSD no Luxemburgo, igualmente conselheiro eleito pelo CCP, Custódio Portásio. No final, os social-democratas assinaram o compromisso escrito a que chamaram "Carta do Luxemburgo".
"Queremos estar próximos das nossas comunidades, ouvir os seus problemas e trabalhar em conjunto para encontrar soluções", lê-se na mensagem do partido, que acrescenta: "Somos todos orgulhosamente portugueses."









