Bruxelas - A FGTB e a CSC recusaram o pedido do presidente do MR, Georges-Louis Bouchez, para que as ações de protesto agendadas para sexta-feira fossem adiadas, depois dos recentes episódios de violência à margem do movimento estudantil na Bélgica francófona.
Bouchez tinha pedido aos sindicatos que adiassem a manifestação por alguns dias. Como alternativa, propunha reunir-se com todas as organizações sindicais no próprio dia de sexta-feira, para abrir um diálogo construtivo sobre o orçamento.
A FGTB, que leva às ruas de Bruxelas uma manifestação nacional, não cedeu. O presidente do sindicato, Bert Engelaar, defende que o direito a manifestar-se pacificamente não pode ser posto em causa. «Amanhã, vamos manifestar-nos em Bruxelas. De forma pacífica, com determinação e uma mensagem clara: vão buscar o dinheiro onde ele está e deixem de fazer cair, uma vez mais, a fatura em cima das pessoas comuns, » escreveu nas redes sociais.
Já a CSC, que não participa na manifestação mas estará na sexta-feira à porta das sedes dos partidos da coligação federal, estranha o apelo de Bouchez. A central sindical lembra que a sua ação tem precisamente como objetivo encontrar-se com os partidos que estão no poder. "O objetivo da nossa visita amanhã é, justamente, iniciar um diálogo e fazermo-nos ouvir", argumenta.





