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O anúncio de uma nova greve dos controladores aéreos lançou uma onda de preocupação no Aeroporto de Charleroi (BSCA). Esta terça-feira, a administração do aeroporto reagiu com apreensão ao pré-aviso de paralisação na Skeyes, a entidade que gere o tráfego aéreo belga, sublinhando que compreende «plenamente a inquietação» dos milhares de passageiros cujas viagens estão agora em risco.

Num comunicado marcado pela urgência, o aeroporto lança um apelo direto à direção e aos representantes dos trabalhadores da Skeyes: é imperativo «fazer tudo o que estiver ao seu alcance para encontrar uma solução duradoura». O objetivo é travar a escalada de conflitos, como a greve já marcada para começar esta quarta-feira, entre as 22h00 e as 08h00, que promete perturbar a noite e a madrugada operacional.

A administração de Charleroi não esconde o seu desalento. Alerta que a «duração e repetição» destas ações exercem uma «pressão particularmente pesada» não apenas sobre o aeroporto, mas sobre todo o ecossistema que dele depende. O tom é de quem se vê refém de uma disputa alheia: o aeroporto lamenta que um « conflito social » no qual é « totalmente alheio, » tal como os seus passageiros, volte a penalizar a mobilidade e a atividade económica.

As consequências, adverte o BSCA, vão muito além da pista. As «primeiras vítimas» serão os viajantes, é certo, mas o dano colateral atingirá em cheio as companhias aéreas, as centenas de empresas e os milhares de trabalhadores cujos postos de trabalho estão direta ou indiretamente ligados à vitalidade do aeroporto. O impacto, sublinha a nota, é uma ameaça à própria «atratividade e atividade económica da Valónia».

Incerteza e apelo à prudência

Apesar do alarme, o impacto exato na operação de voos permanece, nesta fase, por confirmar. A incerteza reina, e a orientação é clara: as companhias aéreas serão as únicas a poder informar os passageiros sobre o estado específico das suas viagens.

Perante este cenário de neblina operacional, o aeroporto exorta os viajantes a não se deslocarem sem confirmação. A recomendação é taxativa: consultem o estado do voo junto da respetiva companhia aérea antes de se dirigirem ao terminal. Enquanto isso, o BSCA promete atualizações regulares através do seu site e redes sociais, na esperança de que o diálogo prevaleça e a normalidade possa ser restabelecida.


 



 

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