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O ministro dos Negócios Estrangeiros português fala à imprensa, rodeado de microfones de vários meios de comunicação, durante uma conferência em Bruxelas sobre sanções da União Europeia a Israel.
Foto: ©Tony Da Silva - O ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Rangel


Bruxelas, 11 mai 2026 (Lusa) – O ministro dos Negócios Estrangeiros português pediu hoje que a União Europeia (UE) imponha sanções a dois “ministros radicais” de Israel, considerando que isso enviaria um “sinal forte”, apesar de reconhecer que dificilmente esta medida será aprovada.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas, Paulo Rangel frisou que o Governo português “sempre defendeu que houvesse mais sanções aos colonos” na Cisjordânia, o que deverá ser hoje aprovado pelos chefes da diplomacia europeus.

“Também somos a favor – temos pena, achamos que isso não vai ser possível – que os dois ministros radicais fossem sancionados e que houvesse medidas comerciais mais fortes”, afirmou Rangel, numa alusão aos ministros da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e das Finanças, Bezalel Smotrich, da ala ultranacionalista do executivo israelita e que já foram sancionados por países como o Reino Unido ou a Austrália.

O ministro dos Negócios Estrangeiros frisou que, nos últimos meses, “houve desenvolvimentos muito negativos, quando Israel aprovou dezenas de novos colonatos”, considerando isso grave, e pedindo que a UE “não deixe passar esta oportunidade”.

“Acho que nós não devíamos sair deste Conselho Europeu – essa discussão ainda vai ter lugar depois das minhas palavras – sem que houvesse um sinal forte de que a situação, seja na Cisjordânia, seja em Gaza, seja até no Líbano, se deteriorou muito e que os sinais que o exército israelita tem dado não são nada positivos”, referiu.

Paulo Rangel destacou, contudo, que, caso os dois ministros israelitas não sejam incluídos no pacote de sanções que vier a ser aprovado hoje, a UE já enviará um “sinal positivo” se adotar medidas restritivas contra colonos violentos e se, eventualmente, decida restringir as trocas comerciais com colonatos na Cisjordânia.

“Achamos que deveria ter sido dado um sinal mais forte, mas, se for dado este: novas sanções a colonos violentos e restrição do comércio ou suspensão do comércio com produtos que tenham essa origem, acho que seriam um sinal positivo e Portugal estará na linha da frente a apoiar essas sanções”, referiu, acrescentando que “ainda há hipótese” de os governantes aprovarem essa restrição de trocas comerciais.

Quanto à suspensão do acordo de associação com Israel, Paulo Rangel referiu que Portugal apoia essa medida, mas salientou que, “infelizmente”, nem a sua suspensão total nem parcial serão aprovadas nesta reunião.


 



 

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