A incontrolável vontade de fazer justiça no Porto



Grupo armado invade casa e agride imigrantes no Porto. Num ato de violência xenófoba incontrolável, um grupo armado de homens encapuzados invade e agride imigrantes no Porto, proferindo insultos e destruindo a habitação. 

A detenção de um dos agressores pela PSP comprova a intolerável onda de ataques e ajuste de contas na comunidade, levantando questões sobre a segurança e xenofobia na cidade.

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Na cidade do Porto, um grupo de homens armados e encapuzados invadiu uma casa onde vivem imigrantes, agredindo-os e proferindo insultos xenófobos. Os agressores destruíram o recheio da habitação durante meia-hora de violência. Apenas um dos agressores foi detido, e a PSP registou dois ataques semelhantes na mesma madrugada, que podem ter os mesmos autores.

Estes ataques provocaram uma onda de choque na comunidade, que tradicionalmente encarava este tipo de violência como simples «ajuste de contas». No entanto, a gravidade dos ataques no Porto fez com que se reavalie essa postura e se encare o crime racista como intolerável.

Mais três ataques contra imigrantes ocorreram no Porto apenas numa questão de horas. Seis indivíduos já foram indiciados pela polícia, um dos quais foi colocado sob prisão preventiva. Num destes incidentes, um grupo foi emboscado em casa por quase uma dúzia de homens mascarados munidos de facas, bastões e armas. Os agressores destruíram tudo o que apareceu pela frente.

A violência xenófoba nos ataques no Porto resulta da crispação entre imigrantes e os residentes locais, podendo ser encarado como um «ajuste de contas» aos assaltos ocorridos recentemente por estrangeiros a supermercado, farmácia e taxista todos eles ocorridos naquela zona. Estes incidentes são uma chamada de atenção para a crescente criminalidade no país e para a necessidade de se abordar o tema da segurança de forma mais séria e eficaz.

O grupo armado que invadiu a casa dos imigrantes no Porto, agrediu os seus ocupantes. Os homens armados, encapuzados, dirigiram insultos xenófobos, destruíram a casa e o recheio da habitação. Este ato de violência, provocado pelos ataques, criou uma onda de choque, na comunidade. Terá sido um ajuste de contas face aos últimos crimes perpetrados pelos imigrantes no Porto?

Os assaltos por estrangeiros à luz do dia ocorridos nos últimos tempos geraram um clima de insegurança no Campo 24 de Agosto, no Porto. Vive-se um clima de insegurança e intimidação no Campo 24 de Agosto, no Porto com assaltos à luz do dia, nas lojas com clientes no interior e a cidadãos na rua. Os comerciantes e os moradores estão inquietos e sentem-se inseguros. Reconhecem uma maior presença da PSP, mas «quinze minutos depois de os agentes saírem, volta tudo ao mesmo» referem. Atribuem a autoria dos assaltos a um grupo de cerca de dez homens, alegadamente a circular pela zona com facas nos bolsos. Há estabelecimentos com fotografias dos suspeitos afixadas nas paredes para auxiliar os funcionários. Já foram detidas várias pessoas pela PSP.

Terá sido a resposta à onda de assaltos ocorrida no Porto, onde a PSP deteve 20 estrangeiros na zona do Bonfim só nos últimos três meses?

Existem assaltos a serem feitos quase todos os dias no campo 24 de Agosto, no Porto, alguns com recurso a armas de fogo.

Esta praça homenageia a Revolução Liberal que aconteceu a 24 de agosto de 1820, no Porto (há mais de 200 anos). Ainda que tivesse sido aqui iniciada, as repercussões desta revolução fizeram sentir-se em todo o País, marcando o fim da monarquia absolutista em Portugal. Dois anos após esta revolução, em 1822, era publicada a primeira Constituição. Será necessária fazer uma revolução em favor da segurança?

Estes violentos eventos geraram uma reação de repúdio na comunidade, que, habitualmente, considerava tais atos como simples «ajuste de contas» e agora reavalia a sua postura diante do crime racista, mas em legítima defesa.

Estas ocorrências destacam a necessidade de lidar de forma mais séria e eficaz com a criminalidade, especialmente diante da crescente violência naquela zona. As recentes agressões aos imigrantes levantam questões sobre a possível ligação com os recentes assaltos na área do Campo 24 de Agosto.

A detenção de estrangeiros na zona do Bonfim nos últimos meses também suscita dúvidas sobre a resposta aos recentes crimes na cidade. A persistência dos assaltos, com relatos de uso de armas de fogo, desafia a segurança pública, enquanto a praça local, palco da Revolução Liberal de 1820, guarda a memória histórica do fim da monarquia absolutista em Portugal, inspirando reflexões sobre a justiça e igualdade na sociedade contemporânea.

 

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