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MAFRA – A Sicasal, histórica gigante da indústria de carnes e outrora símbolo de sucesso no desporto nacional, enfrenta o momento mais crítico dos seus 58 anos de história. Mergulhada numa insolvência de 45 milhões de euros, a empresa de Álvaro Santos Silva

— o homem que levou a equipa Sicasal a conquistar três Voltas a Portugal (1987, 1989 e 1991) — luta agora para não fechar definitivamente as portas.

No centro do processo judicial, que corre no Tribunal de Sintra, surge um dado intrigante: um "cliente mistério" com uma dívida de 7 milhões de euros, considerada incobrável, que terá contribuído decisivamente para o colapso financeiro. Esta verba, "desaparecida" das contas correntes, é um dos pontos de interrogação que pairam sobre a gestão da empresa da Malveira.

Interesse da Concorrência e Custos Judiciais

Apesar do cenário negro, há uma réstia de esperança. A Portral, empresa concorrente do setor, já manifestou oficialmente interesse na aquisição da unidade produtiva. Contudo, o caminho para a recuperação é sinuoso. O gestor judicial nomeado, Jorge Calvete, terá a seu cargo a elaboração de um plano de insolvência que prevê a continuidade ou a venda da empresa, um trabalho pelo qual os credores autorizaram o pagamento de 25 mil euros.

Do Renascimento das Cinzas ao Abismo

Esta não é a primeira vez que a Sicasal enfrenta a adversidade. Em 2011, um incêndio devastador reduziu grande parte da fábrica a escombros. Na altura, a empresa "renasceu das cinzas", investindo 15 milhões de euros e preservando centenas de postos de trabalho. Hoje, a realidade é distinta: dos mais de 700 funcionários que chegou a ter, restam apenas 260 trabalhadores, que vivem com a angústia de salários em atraso e a ameaça iminente de desemprego.

A produção, que esteve parada durante meses, foi retomada parcialmente sob gestão controlada, mas o futuro depende agora da assembleia de credores e da viabilidade da proposta de compra. Para Mafra, o fecho da Sicasal seria um golpe económico sem precedentes na região.


 



 

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