A BATALHA QUE AINDA VIVE EM NÓS
Nove séculos nos separam daquela manhã poeirenta em Guimarães, mas o eco das espadas de S. Mamede ainda ressoa em cada decisão que tomamos como povo. Mais do que um episódio gravado no granito do tempo, aquela batalha foi o parto de uma vontade coletiva: a de não sermos de outros para podermos ser, plenamente, de nós mesmos. Celebrar estes 900 anos não é apenas folhear o passado, mas reconhecer que a independência conquistada naquele campo permanece o nosso bem mais precioso — o alicerce invisível que nos permite, ainda hoje, falar a nossa língua, decidir o nosso destino e caminhar pelo mundo com o nome de Portugal no peito.

