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Santarém, 24 jan 2026 (Lusa) - O candidato presidencial André Ventura disse hoje que estas eleições não põem em confronto a democracia e o autoritarismo, mas sim “tachistas contra os não tachistas”, argumentando que a sua luta é pelo fim do “sistema de interesses”.

Em declarações na sede distrital do Chega em Santarém, André Ventura reagiu ao apoio anunciado por várias figuras de direita a António José Seguro afirmando que “todos os dias saem novas pessoas de sítios nunca vistos” para apoiar o nome apoiado pelo PS, porque acreditam estar em causa uma “luta da democracia contra o autoritarismo”.

“Nunca estiveram tão enganados. Isto não é uma luta da democracia contra o autoritarismo. Isto é uma luta dos tachistas contra os não tachistas. Nós queremos acabar com os tachos neste país, eles querem manter os tachos todos neste país. É por isso que estão juntos contra nós”, atirou, acrescentando que provavelmente nem Seguro se sente confortável com alguns dos nomes que o apoiam.

O também líder do Chega salientou que “todos os mandatários das outras candidaturas” apelam ao voto em Seguro, mas não pelos seus méritos, mas sim para travar a sua eleição como chefe de Estado.

“Nós não temos um candidato a Presidente da República a disputar comigo estas eleições pelo seu valor, pelo seu entusiasmo, pelas propostas que tem para Portugal, porque ninguém sabe quais são. Nós temos é um país a levantar-se contra alguém que quer pôr em causa o sistema de interesses nacional”, considerou.

Para Ventura, independentemente do resultado que seja conseguido no dia 08 de fevereiro, este posicionamento contra si “já é uma vitória”, uma vez que conseguiu unir “tudo o que é sistema de interesses, tachos, amigos da corrupção e ‘partners’ do sistema”.

“Podemos partir desta eleição com uma certeza. Seremos nós contra eles até os derrubarmos e até vencermos o sistema de interesses”, atirou.

No domingo, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, em 08 de fevereiro.

O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.

Hoje, mais de duas centenas de figuras da área política “não-socialista” lançaram uma carta aberta de apoio a António José Seguro, elogiando-o pela moderação e sublinhando que André Ventura não os representa.


 



 

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