A advogada Sara Leitão Moreira renunciou, esta terça-feira, à defesa do antigo primeiro-ministro José Sócrates, abandonando o processo da Operação Marquês apenas duas semanas após ter assumido o cargo.
Em declarações aos jornalistas, a causídica justificou a decisão por considerar "humanamente impossível" analisar o vasto volume de documentos do processo no prazo de dez dias estipulado pelo tribunal. Sara Moreira foi contundente nas críticas, afirmando que "não é figurante" e acusando as instâncias judiciais de demonstrarem "displicência" e de atropelarem o direito a uma defesa efetiva.
Esta demissão agrava o impasse jurídico que envolve José Sócrates, que já viu passar pela sua equipa nomes como João Araújo (falecido), Pedro Delille e José Preto. Com esta nova baixa, o julgamento sofre novo revés, restando agora ao tribunal aguardar pela nomeação de um novo defensor por parte da Ordem dos Advogados ou por uma nova escolha direta do arguido.




