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 Vilar de Mouros, Riba d'Âncora, Vila Praia de Âncora ou Venade são exemplos da manutenção de uma tradição que se repete nos meses de Janeiro, apesar de muitos dos costumes minhotos estarem já em desuso.

As "Reisadas" de Vilar de Mouros sucedem-se no início de cada ano, sob os auspícios do Centro de Instrução e Recreio Vilarmorense, com o fito de angariar fundos para o Almoço dos Reis, a jornada de confraternização da comunidade vilarmourense que se realiza umas semanas mais tarde.


Um grupo de 17 jovens da freguesia começou a calcorrear a aldeia a partir do dia 6 de Janeiro, prevendo-se que demore entre duas a três semanas a percorrer os cerca de 400 fogos existentes, cantando as Janeiras ao som de concertinas, acordeões, pandeiretas, bombos, ferrinhos, melódicas e guitarras, à porta de cada um.

Uns agradecem e entregam a sua dádiva, mas, outros, ainda mantêm o hábito de franquear as portas aos jovens enregelados, presenteando-os com uma mesa repleta de petiscos, "guarnecidos" de boa pinga, em que não falta champanhe, como sucedeu na casa de Sérgio Alves, residente no lugar de Marinhas, um dos que se mantém bem arreigado aos hábitos dos seus antepassados.

"Os meus pais sempre abriam a porta e nós continuámos com a mesma tradição", referiu-nos Sérgio Alves, logo no início daquele serão em que acabou por se transformar a visita.

Recorda como os "antigos" faziam um "pequeno-almoçozito no clube velho", depois de concluídas as "Reisadas", à base de ovos mexidos e papas de sarrabulho", acabando por se tornarem mais tarde no "Almoço das Reis" -como é conhecido hoje em dia- extensivo a todos os vilarmourenses.

Sérgio Alves fez parte de direcções do clube velho e integrou elencos de várias peças de teatro de sucesso, daí resultando uma ligação muito forte ao CIRV, apelando por isso a que todas as casas "abram as portas" e contribuam generosamente, como sua esposa, Fátima Fiúza, igualmente destacou, pois também seus pais colaboravam activamente com estas rusgas nocturnas, oferecendo sempre "um copinho de vinho a cada um".

Mas os tempos difíceis que se vivem hoje em dia reflectem-se nos próprios donativos, conforme reconheceu Jorge Alves, presidente do CIRV, pois até ao dia em que esta reportagem foi feita, ainda não tinham atingido os 100€, quando em 2005, em igual período, esse montante já tinha sido largamente ultrapassado.

 

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