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Os Portugueses, na sua maioria, certamente, que se orgulham de Fátima, do seu Santuário, da afluência de crentes peregrinos e, provavelmente, até de turistas religiosos, ou não, que, diariamente, visitam aquele local Sagrado, porque eles sentem-se: reconfortados nas suas dificuldades; mitigados nas suas dores; e esperançados numa interceção miraculosa da Virgem Santa e, não se pode (nem deve) duvidar de quem se considera “atendido” nas suas preces.

Numa retrospetiva político-ideológica, e talvez nacionalista, alguém afirmava, designadamente, no antigo regime ditatorial em Portugal, que o nosso país era conhecido por atributos muito específicos e consubstanciados em três “F’s”: Fátima, Fado e Futebol. Acredita-se que não haverá ofensa premeditada e humilhante contra a religião católica, então em vigor, inclusive, apoiada pelo próprio Estado, contudo, será sempre de bom-senso, separar estas atividades, muito embora, todas elas constituam atributos nacionais, nada despiciendos.

Importa, isso sim, nesta reflexão, analisarmos a importância da crença em Nossa Senhora de Fátima, ou seja:  como podemos reforçar a Fé que a Ela nos une e, na medida do possível, trazer, pela conversão, mais aderentes a esta Força Espiritual que Ela nos transmite; aceitarmos a sua proteção, sem reservas nem complexos; implorarmos sempre a sua benevolência e interceção junto de Deus, porque, mesmo para os não-crentes, nada há a perder, pelo contrário, ganha-se: confiança, tranquilidade e paz.

Neste treze de maio de dois mil e dezassete, é tempo de festejar a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, aos três pastorinhos: Jacinta, Francisco e Lúcia,  que tiveram a felicidade de desfrutarem da visão esplendorosa e da presença luminosa de Nossa Senhora de Fátima, que os premiou pela sua Fé, pela sua inocência e pela importância que iriam ter o mundo, de resto, e como se sabe: «Depois da beatificação  de Jacinta e Francisco, em Fátima, pelo Papa João Paulo II, em 13 de maio de 2000, todos esperamos, ansiosos, que seja o Papa Francisco a canonizar os irmãos beatos e a presidir à beatificação de Lúcia.» (CARVALHO, 2017:141).

Hoje, é cada vez mais necessário vivermos de forma superior, precisamente, adotando uma cultura de grandes princípios, valores e sentimentos, onde a religião tenha um lugar de destaque e, na circunstância, nós, Portugueses, possamos continuar a venerar a Virgem de Fátima, depositando n’Ela: as vicissitudes da vida; orando para que Ela nos defenda de todos os males possíveis, tal como a Mãe que ama, intensa e infinitamente os seus filhos; curiosamente, não é por acaso que o “Dia da Mãe”, também se celebra no mês de maio e não é uma feliz simultaneidade, mas antes, uma opção de Fé.

Virgem Mãe, também a nossa Mãe biológica, ou adotiva, ou de acolhimento, todas, porém, com amor de Mãe, que nos amam, nos orientam na vida, que nos protegem até ao limite das suas forças. Esta Mãe Celestial, que sempre vela por nós, tem de ser venerada, respeitada e a Ela lhe pedimos para nos acompanhar sempre, porque sem esta dimensão espiritual, e a Fé nesta Mãe adorável, teremos muitas dificuldades em nos afirmarmos nas duas dimensões que integramos em nós: o corpo físico; a alma inefável espiritual.

Nestes cem anos de devoção intensa a Nossa Senhora de Fátima: é provável que continuem a existir dúvidas sobre as aparições de 1917; é compreensível que os não-crentes continuem a manterem-se afastado de todas e quaisquer cerimónias religiosas, peregrinações, cumprimento de promessas e de outras manifestações de adoração à Virgem Celestial, até porque, em boa verdade, compete aos crentes, exteriorizarem respeito por tais comportamentos.

Em todo o caso, pode-se aceitar que: «A mensagem de Fátima mostra-nos uma experiência universal e permanente: o confronto entre o bem e o mal que continua no coração de cada pessoa, nas relações sociais, no campo da política e da economia, no interior de cada país e à escala internacional. Cada um de nós é interpelado a corresponder ao chamamento de Deus, a combater o mal a partir do mais íntimo de si mesmo, a compreender o sentido da conversão e do sacrifício, em favor dos outros, como fizeram os três pastorinhos, na sua pureza e inocência.» (Ibid.:130).

São biliões as pessoas que em todo o mundo creem em Nossa Senhora de Fátima, independentemente do nome que se possa seguir ao título de “Senhora”: Fátima, Aparecida, Lourdes, Dores, Rosário, Minho, Assunção, Remédios, Desatadora dos Nós, Imaculada Conceição, dos Milagres e tantas dezenas de outros nomes. Nossa Senhora é sempre a mesma, una e indivisível, Mãe de todos nós, que nunca nos abandona, se quisermos sintetizar, diríamos: Nossa Senhora do Mundo, ou Nossa Senhora da Paz.

Na celebração deste centenário, invoquemos Nossa Senhora de Fátima, roguemos-lhe que conceda a todas as pessoas e ao mundo; saúde, estabilidade, segurança, amor, felicidade e paz e não esqueçamos que: «Na sua dupla dimensão mística e profética Fátima – na sua mensagem e no seu Santuário – tem uma missão a cumprir na Igreja e no mundo: ser farol e estímulo para a conversão pastoral da Igreja e critério e bússola a orientar o compromisso dos cristãos nos conflitos do nosso mundo» (Ibid.:136).

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