Há razões para visitar Moledo do Minho

Belas paisagens. Gente hospitaleira. Praia com extenso areal e frequentada por famosos. Boa gastronomia.São razões para visitar Moledo do Minho, mas há mais …
Moledo do Minho é uma freguesia minhota e que pertence ao concelho de Caminha. Razões não faltam para a visitar ...

A sua história também a engrandece … O topónimo Moledo, significa pequeno monte de pedras, uma alusão ao aspecto geral do solo.
O associativismo, em Moledo, teve o seu início em 1648 com a constituição da Confraria de Santo Isidoro.

Em 1731 é fundada a Irmandade das Almas, que ainda hoje existe, sem desvios nem desvirtuamentos dos seus princípios.

A Irmandade do Senhor ou Santíssimo Sacramento, da qual apenas se conhece como data provável da sua fundação, o que consta da Provisão Regia de quatro de Maio de 1816, que dava o direito de receber o produto da arrematação do Sargaço do Portinho do Senhor, direito esse extinto em 1914.

Após a implantação da República em 1910, foi constituída em Moledo, a primeira Associação Cívica e Cultural, denominada, Centro Republicano, que teve a sua sede no salão da casa de João Silva.

A A.M.I.R.- Associação Moledense de Instrução e Recreio, fez a sua inscrição no Governo Civil de Viana do castelo, em 1933, sendo seus principais fundadores: João Afonso Rodrigues da Costa, conhecido por "João das Iscas", Manuel Joaquim Amorim (comerciante na Rua Manuel Cerqueira), Januário Moreira "alfaiate", Alfredo Moreira, conhecido por "Linholas", Américo Rocha, Artur Júlio Fernandes Fão.

Em 1950, fixava-se em Moledo, António Pedro, homem de Teatro, Poeta, Escritor, Pintor, Ceramista, Critico de arte e Jornalista, deu algum contributo a A.M.I.R. quando ensaiava a peça de Teatro "O Leão da Estrela". António Pedro que veio a ser presidente da direcção com o apoio de João Silva.

No campo das tradições, havia a tradição da missa do galo que desapareceu, durante a qual colocavam dois galos na tribuna, batendo-lhes as palmas para cantarem quando o sacerdote entoasse a glória.

A queima do Judas, em Sábado Santo, as fogueiras de S. João e de S. Pedro, com o consequente roubo dos carros de bois, as missas das "obradas" no dia seguinte ao enterramento do defunto.

Esta freguesia passou por herança, para os duques de Caminha até 1641, em que o último duque de Caminha foi enforcado por traição, sendo-lhe confiscado todos os seus bens, que passaram para casa do Infantado.

A via-férrea aparece em 1878 e a estrada nacional, hoje estrada velha em 1857. Em 1916 abre-se a Rua Senhora ao Pé da Cruz numa tentativa de ligar a freguesia à praia um aglomerado populacional em constante crescimento, iniciado no século XIX pelo moledense António Manuel Alves do Casal. O grande impulsionador do desenvolvimento da praia de Moledo foi Dr. Arnaldo de Sousa Rego, aquando Presidente da Câmara Municipal de Caminha.

Ainda, a respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente: «Nas Inquirições de D. Afonso III, esta freguesia é já mencionada, figurando na relação das igrejas pertencentes à diocese de Tui, elaborada entre 1258 e 1259.».
Uma história que marca o pulsar desta freguesia … Mas, há mais …

Moledo do Minho é muito frequentada nos meses de Verão, quer por portugueses ou estrangeiros, que aqui se deslocam para usufruir da praia, praticar windsurf/kitsurf ou simplesmente, para relaxar. Inúmeros bares - para todos os gostos – estão junto à praia, proporcionando diversão garantida.

Por outro lado, a sua praia é ainda muito procurada por ser muito rica em iodo, mas destaca-se sobretudo pela sua paisagem envolvente. O seu areal, tem diminuido ao longo dos anos, mas ainda consegue receber muitos veraneantes do Concelho e não só. A paisagem dunar envolvente, protegida entre passadiçosnão é indiferente a quem visita esta freguesia.

Um pequeno roteiro, porque tudo o resto irá conhecer ao visitar Moledo …

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Isabel Varela
Jornalista / colaboradora
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