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190€ ou 70€ valores de água no concelho de Caminha e executivo discorda de preços exorbitantes

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Erro informático? A Águas do Alto Minho diz que sim … Certo é que este órgão de comunicação social teve acesso a facturas de água que rondariam os 190€ e os 70€, assim como a uma factura de um cliente da vila de Caminha com um agregado familiar de 3 pessoas em que o valor da factura da água era de 49€.

Interprelamos à empresa Águas do Alto Minho, mas remeteu-nos para um comunicado em que garantiam que a empresa “não fará cortes de água até Junho de 2020 e irá disponibilizar a possibilidade de solicitarem o pagamento em prestações sem aplicação de juros. Ainda, assumem que “foram identificados alguns erros, com origens e consequências diversas e incidências territoriais particulares, decorrentes em larga medida de problemas de transição de informação de sete sistemas de faturação diferentes para um”.

Em tom de desculpas o concelho de administração das Águas do Alto Minho apontou para Maio a correção dos erros de faturação que afetaram 15 mil dos 107 mil consumidores da empresa.
A emissão das faturas relativas ao mês de março só ocorrerá quando estiver garantida a resolução dos problemas que estiveram na base dos erros identificados. “, assinalou a empresa.

Aliás, a par dos valores das facturas outra das reclamações da população de Caminha diz respeito à imensa dificuldade em contactar com a empresa Águas do Alto Minho e o atraso no envio das facturas.
No entanto, o actual presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves, salientou que ao município “não nos têm sido reportadas muitas situações de descontentamento relativamente à ADAM. Aliás, houve uma petição pública de 170 cidadãos denunciando o que chamaram de "saque" e solicitando o fim da parceria pública e no documento não havia uma única assinatura do concelho de Caminha”.

Este autarca local confirmou que em relação à segunda fatura (que tem chegado nestes dias “ “tem sido levantadas mais questões por causa de erros grosseiros cometidos pelos serviços”. Miguel Alves, ainda, considerou “natural que isso aconteça e continue a acontecer nos primeiros meses de vida de uma parceria que junta sete Municípios.”.

A população está indignada com o funcionamento das Águas do Alto Minho e o líder socialista da autarquia de Caminha diz compreender e que tem feito chegar todos os casos ao conselho de administração das Águas do Alto Minho, “mas o que as pessoas querem e menos demagogia e mais trabalho para resolver os problemas e estabilizar a situação.”, sublinhou Miguel Alves.

O preço exorbitante da água no concelho de Caminha tem sido uma constante reclamação da população, mas que o autarca refere que à câmara nada ter chegado e discorda que os preços sejam exorbitantes porque “uma família que consuma 5m3 por mês com a ADAM paga mais 0,45 cêntimos; uma família que consuma 10m3 com a ADAM paga mais 0,69 cêntimos; uma família que consuma 15 m3 com a ADAM paga mais 0,97 cêntimos.

Tudo o que não vá ao encontro disto é por deficiência nas leituras feitas ou dadas, por erros de facturação ou por divergências no período avaliado. Facturas acima do normal não têm nada a ver com as tarifas”, sublinhou Miguel Alves.

Mas, o recado também fica dado por este autarca local quando afirma que “não é bom que a empresa não consiga corresponder às expectativas das pessoas e a situação não nos deixa satisfeitos como clientes e accionistas. A ADAM tem que trabalhar mais e melhor e tenho a certeza que vai fazê-lo de modo a superar esta fase de arranque da parceria que, como sempre dissemos, seria e está a ser muito difícil. Mas o que temos de fazer é ajudar a ADAM e os seus funcionários, que vieram de todas as Câmaras Municipais e já provaram que são excelentes profissionais, a dar a volta à situação. Importante é que a próxima factura venha sem erros, que o serviço de piquete seja eficaz e que os investimentos que esta parceria permite possam ir para o terreno.

Na semana passada, na vila de Caminha, as instalações das Águas do Alto Minho foram vandalizadas. As montras da loja onde está instalados os serviços da AdAM foram graffitados com insultos relacionados com os preços que são praticados pela empresa que faz a gestão das redes de água em baixa e de saneamento do Alto Minho.

Uma das vozes discordantes desde que se delineou a aderir às Águas do Alto Minho é Liliana Silva, vereadora do Partido Social Democrata, e que, recentemente, na sua página de facebook teceu críticas afirmando que” não há desculpa para tantos erros. A adesão a esta empresa foi aprovado pelas câmaras em 2018. O contracto foi assinado em Julho de 2019. Esta empresa começou a gastar milhares de euros em 2019.

Esta empresa teve um ano para se preparar para entrar no terreno. E agora, vem com a desculpa do tempo para justificar a incompetência ?! Esta empresa já gastou 3 milhões e 700 mil euros do erário público. Dinheiro esse que será pago por todos nós, através das facturas da água. Para além disso, com tanto dinheiro pago ao conselho de administração para gerir esta empresa ainda têm que ir as câmaras fazer atendimentos que competiam à empresa?! Vai a Câmara pôr os seus funcionários a trabalhar para uma empresa?! E os seguros dos funcionários?! Cobrem esta decisão? Os funcionários são das autarquias, não da empresa.

E ainda, neste comunicado, dizem que depois as pessoas podem pagar de forma faseada as facturas . Como se estivessem a fazer uma benfeitoria às pessoas. Quando o erro é deles. Será que ainda não perceberam que esta empresa nem tinha que existir? Que os pressupostos da empresa é que não estão corretos? Que andamos a pagar Iva a mais? Que andamos a pagar salários e logísticas que não precisávamos? Que se queriam ir a fundos comunitários para expansão de rede e manutenção da qualidade da água tinham-se agregado todos e já o poderiam fazer A água é um bem essencial e que pertence a todos nós e, como já o disse em Janeiro de 2019, resolveram fazer disto um negócio e uma empresa de cargos para alguns. Haja paciência .

 

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Isabel Varela
Jornalista / colaboradora
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