25 embarcações de pescadores de Caminha exigem igualdade

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25 embarcações de pesca de Caminha e Vila Praia de Âncora exigiram ontem a mesma compensação” atribuída a outros pescadores da região pelos prejuízos causados por um parque eólico ao largo de Viana do Castelo.

Estas 25 embarcações estão representadas pelas associações de Pesca Profissional do rio Minho e Mar e de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora, e os 24 barcos de Castelo de Neiva, no concelho de Viana do Castelo, estão representados pela Associação de Pescadores Profissionais de Esposende.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.
Anteriormente, o Windplus, consórcio titular da Utilização do Espaço Marítimo Nacional, negociou uma compensação de um milhão de euros com 16 armadores de pesca costeira potencialmente afetados pela instalação do parque.

Em agosto, o presidente da Câmara de Viana do Castelo informou ter sido também decidida uma compensação financeira de meio milhão de euros às 28 embarcações de pesca local diretamente afetadas pela instalação do cabo submarino que vai ligar o parque eólico flutuante à rede, instalada no território daquele concelho do Alto Minho, sendo que, dos 500 mil euros, 400 são suportados pela Rede Elétrica Nacional (REN) e os restantes 100 mil euros pela EDP Renováveis.

Estes homens do mar que se sentem injustiçados anunciaram que vão amanhã fazer um protesto em Viana do Castelo, durante um comício do PS, que prevê a participação do secretário-geral do partido, António Costa. Mas, segundo sabemos se nada estes pescadores avançarão com uma providência cautelar e com um boicote às eleições legislativas.

“Exigimos ser compensados e ser tidos em conta nesta situação. Exigimos o mesmo tratamento dado às outras embarcações. O dinheiro não é importante. O importante é saberem que há embarcações que estão a ser gravemente prejudicadas. Que há mais de 400 pessoas que são sustentadas por estas embarcações e que têm o futuro em risco”, afirmou o presidente da Associação de Pesca Profissional do Rio Minho e Mar, Augusto Porto.

 


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