Pescadores de Caminha e Viana do Castelo exigem compensação “justa” por INSTALAÇÃO DE PARQUE EÓLICO FLUTUANTE

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Cerca de 90 pescadores de Caminha e Viana do Castelo queixam-se de estarem a ser discriminados nas compensações atribuídas pelos prejuízos causados pela instalação de um parque eólico flutuante em Viana do Castelo.

No passado dia 31 de Julho uma delegação de pescadores foi recebida na Câmara Municipal de Viana do Castelo pelo autarca José Maria Costa. Estes homens do mar avisam que se as suas exigências não forem atendidas poderão avançar com medidas de "força".

Espera-se agora o agendamento da reunião com o Governo para reabrir a porta do diálogo e encontrar uma compensação justa para os pescadores de embarcações locais.

Os pescadores de embarcações locais sentem-se revoltados por terem ficado de fora do acordo da compensação de um milhão de euros que a Windplus, titular da Utilização do Espaço Marítimo Nacional, negociou com a associação de pescadores Vianapesca, para compensar os armadores potencialmente afetados pela instalação do WFA.

Segundo se sabe a associação que negociou com a concessionária do parque eólico a compensação de um milhão de euros representa cerca de 10% dos pescadores da região, e quem indicou a Vianapesca para dar a cara pela comunidade piscatória, desconhece-se …

Augusto Porto, presidente da Associação de Pesca Profissional de Pescadores do rio Minho e Mar, com sede em Caminha, explica que a implantação” do parque eólico flutuante “afecta mais de 10% da área de pesca das embarcações locais. E, adianta, ainda que os pescadores sentem-se “completamente postos de parte quando nenhum um euro é chamado às nossas comunidades e vemos 16 barcos que foram afectados em milésimas da sua área de pesca a serem compensados com um milhão de euros”.

Recordar que o Windfloat Atlantic (WFA) é um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Em que consiste a tecnologia WindFloat? É um projecto que elabora exploração do recurso eólico em águas profundas. Esta tecnologia permite a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40 metros O foco de inovação do projeto baseia-se no desenvolvimento de uma plataforma flutuante semi-submersível e triangular, com origem na indústria de extração de petróleo e de gás, onde assenta uma turbina eólica com vários MW de capacidade de produção.

A plataforma flutuante fica ancorada ao leito do mar e a sua estabilidade é conseguida através de um sistema de comportas que se enchem de água na base dos três pilares, associadas a um sistema de lastro estático e dinâmico.

O presidente da Associação de Pesca Profissional de Pescadores do rio Minho e Mar, Augusto Porto, foi peremptório em não baixar os braços em mais esta luta e na procura de uma compensação “justa” …

 


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