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Estado olha por fortaleza da Ínsua

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O Estado chegou a ceder ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo, e disto já passou uma década, a manutenção e revitalização da Fortaleza da Ínsua, mas nada se fez! …

Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, confidenciava-nos a sua preocupação e adiantava que a « deteriorização do forte» e salientava que « Já tive ocasião de o dizer em diversos fóruns, continuo a chamar a atenção para o facto em reuniões privadas e em aparições públicas e espero que possa surgir um projecto mais concreto, primeiro, e o apoio do Estado depois».

Recentemente chegou a boa nova que o Estado português pretende lançar um programa Revive para dar nova vida a património sem utilização e/ou degradado. O objectivo passa por um concurso para ser convertido num projecto turístico, no âmbito do programa Revive.

O actual líder do município caminhense respirou de alívio e acrescentou que « estão reunidas as condições para, dentro das regras definidas e com respeito pelo passado monumental do Forte da Ínsua, darmos a oportunidade aos investidores para resgatarmos um património que é um emblema do concelho de Caminha”».

O projecto “Revive” é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, que abre o património ao investimento privado para desenvolvimento de projectos turísticos.
Será desta que a fortaleza da Ínsua volta a respirar vida? Miguel Alves está confiante e acrescenta que « hoje temos condições para aproveitar melhor aquela monumentalidade, sobretudo no quadro de um concelho apostado no turismo e na preservação do património e especialmente quando estamos a candidatar o estuário do rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO.

Forte da Ínsua é um monumento nacional construído entre 1649 e 1652 e encontra-se numa pequena ilha rochosa, na foz do Rio Minho, perto da costa.

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A sua história
Indissociável da paisagem de Moledo do Minho, é uma pequena ilha rochosa situada a sudoeste da costa portuguesa, distanciada cerca de 200m. Tudo leva a crer que anteriormente à fundação do convento tenha aí existido um local de culto que os portugueses conheciam por Sta. Maria da Ínsua. Esta ermida tinha um ermitão e a sua festa realizava-se a 8 de Setembro. No entanto, foram os franciscanos da observância menorita, nomeadamente Frei Diogo de Árias, que fundou o convento de Sta. Maria da Ìnsua.

Em 1471, e após ter tido por algumas vezes apenas dois frades a viver no convento, têm lugar as primeiras obras de reedificação, visto que o convento não reunia as condições adequadas para se viver.Estas obras consistiram na construção de novas celas e na melhoria da capela e da casa. Após esta data dá-se uma grande projecção do convento, com a entrada de muitos religiosos, entre os quais Frei André da Ínsua que chegou a ser Geral da Ordem.

No mesmo período, testemunhando uma época de prosperidade e de grande apoio, o convento recebeu a visita dos senhores de Caminha, o governador de Ceuta, e a própria família real.

Houve uma época de quase inexistência da actividade no convento da Ínsua, que viria a ser de imediato retomada por solicitação do duque de Caminha, D.. Miguel Menezes, e do próprio povo caminhense.
Entre 1649 e1652 tem lugar a construção do Forte sob ordem de D. Diogo de Lima, Governador das Armas da Província do Minho, com a função de proteger a entrada da barra do rio Minho e também proteger o próprio convento de outros ataques por corsários. Assim inicia-se a longa e difícil coexistência entre os frades e os soldados.


em 1717 D. João V oferece 200$000 reis para reedificação da igreja, com tecto de abóbada de pedra e coro alto, obras estas que só ficam concluídas em 1767 quando se fazem novas celas, sala do capítulo e retábulo do altar. Em 1834 as ordens religiosas foram extintas e o convento é integrado no património nacional, enquanto que o Forte continuou sob a alçada dos militares até ao ano de 1940, quando o Ministério da Marinha entrega o Forte ao Ministério das Finanças.


Ainda foram feitas outro tipo de obras de remodelação e conservação, sendo estas datadas por volta de 2000, mas até hoje mais nada isto que se tenha conhecimento.
A história fica … Mas, será que a Fortaleza da ìnsua aguenta tanto abandono e esquecimento?

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Isabel Varela
Jornalista / colaboradora
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