O novo Plano da Orla Costeira Caminha – Espinho, recebeu 1152 contributos no âmbito da consulta pública, sendo que cerca de 76% foram submetidos por entidades privadas, revelou o Ministério do Ambiente.

O POC-CE da Agência Portuguesa do Ambiente, que prevê a demolição de 34 edifícios e de centenas de habitações, visa o ordenamento de 122 quilómetros de costa, abrangendo nove municípios entre Caminha e Espinho, sendo que todos eles se pronunciaram no âmbito desta consulta pública.

O documento, que esteve em consulta pública até 14 de Dezembro, levou o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, a reunir em Novembro com autarcas de Caminha, Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Porto e Espinho.

Segundo os dados divulgados pela tutela, para além das nove câmaras municipais abrangidas pelo novo POC-CE, submeteram participações várias juntas de freguesia e assembleias municipais, nomeadamente dos concelhos de Caminha, Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Espinho.

No entanto, no concelho de Caminha não está prevista qualquer demolição, segundo nos confirmou a Câmara Municipal.

“A Câmara Municipal vê com bons olhos a consolidação de um plano global que ajude a proteger a nossa costa, a evitar a construção sobe as dunas e a minimizar o processo de erosão costeira cada vez mais acentuado e, nessa perspectiva, aplaude as regras que são impostas pelo novo POC.”


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