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Orgulho de ser mulher e honra por ser bombeiro

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Na foto de Sandra Raquel Porto e Diana Balchada 

Chama-se Sandra Raquel Porto, é Bombeiro de 1ª Classe na corporação dos Bombeiros Voluntários de Caminha e Chefe da EIP (Equipa de Intervenção Permanente). Tem 40 anos, formação em Técnico de Construção Civil/Desenho e uma Licenciatura por concluir em Engenharia Civil na UTAD.

É bombeiro Voluntário há 21 anos e Profissional desde 15 de Maio deste ano. “Acredito em mim mesma”, revelou-nos e a “ousadia de chegar a outro patamar”, foi uma necessidade para se superar. “é um trabalho com muita adrenalina que exige muito física e psicologicamente. Alguém tem de ultrapassar os limites”, revela Sandra Raquel Porto com um brilho nos olhos.

Ainda com 18 anos tinha bem definido o que pretendia e ser bombeiro é “um enorme compromisso, um dever, uma obrigação. As vossas vidas dependem de nós e da nossa prontidão”.

Um dia de Sandra Raquel Porto de previsível nada tem porque segundo nos confidenciou “tudo pode acontecer. Desde o resgate de um inofensivo animal ao mais terrível acidente envolvendo as mais diversas modalidades.

Além do domínio de técnicas e excelentes condições físicas, temos de estar também preparados emocionalmente. Mas, nenhuma técnica é o bastante infalível para combater todas as emoções de cada ocorrência. Cada serviço leva um bocadinho de nós”. Mas, a realização no que faz está bem patente quando afirma “é o meu propósito para existir. E é absolutamente impossível ser Bombeiro se assim não for.

Quando se fala em sacrifícios o brilho regressa ao olhar de Sandra Raquel Porto porque eles existem pelo “dever e satisfação de missão cumprida. Gostar, não chega, é preciso Amar o que se faz. Tenho experiências que valem vidas, realiza-me sentir que fiz a diferença”.

Apesar de actualmente não ser um mundo somente de homens, eles ainda são maioria mas as mulheres tem vindo a ocupar o seu espaço Isso prova que se consegue , sim, conciliar homens e mulheres a trabalhar juntos e fazendo as mesmas actividades.

Mas, Sandra Raquel Porto recorda com um sorriso os seus primeiros tempos: “como uma boneca hahaha (risos), lembro-me perfeitamente dos primeiros incêndios. Recebia constantemente ordens para não me afastar do camião não fosse às vezes ferir-me.

Desde cedo tive de mostrar o que valia. E também devo confessar que no inicio todas as oportunidades serviam para mostrar que nós Mulheres também valemos e que sabemos marcar a diferença com a nossa garra e determinação nos incêndios.

Em relação ao preconceito a resposta é clara, “sim e não”. “Era a primeira escola onde integrava o sexo feminino, ainda não sabiam bem como lidar com o sexo oposto. Cada passo foi uma conquista pelos mesmos direitos. Embora ainda muito jovem, na árdua trajectória consegui ser firme. Não existe o sexo frágil””, sublinhou.
Uma mulher determinada e com uma enorme garra, Sandra Raquel Porto é clara ao sublinhar que “as pessoas acreditam em Nós. Não temos escolha, venha o que vier, é para resolver”.

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 De muito se fala em bombeiros, de muito se fala de fogos, de muito se fala em politiquices, de pouco se fala sobresser mulher bombeiro.
Se hoje ainda é difícil deparar com uma mulher na corporação dos Bombeiros, imagine há 20 anos? O Luso foi encontrar duas mulheres em Caminha a ocupar cargos no Corpo de Bombeiros Voluntários de Caminha e encontrou histórias de superação e principalmente, muito orgulho.

Após terminar os estudos, 12º ano, Diana Balchada já tinha estipulado o que pretendia e decidiu integrar o corpo de bombeiros. Tem 32 anos de idade, com formação em Técnicas de Gestão do Ambiente e Recursos Naturais, é bombeira de 2ª classe e é natural e residente em Seixas. Inicialmente, foi voluntária e recorda que “”ao fim de um ano de serviço voluntário, em que colaborava com os meus colegas essencialmente nos transportes de doentes, entre muitos outros, fui contratada como Operadora de Central de Comunicações, estive nesse serviço cerca de 2 anos.

Entretanto, passei para a área do Pré-Hospitalar, que é o cargo que ocupo até aos dias de hoje. Integrando uma equipa de 2 elementos, que assegura 24h por dia a Emergência Pré-Hospitalar da zona de actuação a que diz respeito entre outras zonas, sempre que necessário e que assim seja solicitado pela Central de Emergência CODU. Embora profissional, não deixo de ser voluntária, estando sempre pronta a ajudar em qualquer tipo de ocorrência”.

Já lá vão 14 anos que faz o que gosta e além de um “compromisso, mas sempre uma honra. E quando gostamos daquilo que fazemos, nada se torna uma obrigação”.
Um dia de trabalho para Diana Balchada começa bem cedo, “entro às 9h, verifico material da ambulância e a minha missão é estar alerta e aguardar por qualquer activação relacionada com Emergência Médica. Quando o telefone toca, e o serviço é para nós (Equipa da Ambulância), ficamos sempre reticentes com aquilo que vamos encontrar. Às vezes a mensagem que nos é transmitida nem sempre corresponde à realidade, até devido ao nervosismo de quem pede o socorro que é completamente normal.

Mas nós como somos equipas devidamente formadas e preparadas para qualquer emergência que possa surgir, temos a capacidade de resolver e controlar sempre as situações que surjam.
Ser bombeiro fascina Diana Balchada que recorda que ainda “somos poucas mulheres no nosso Corpo de Bombeiros.

Apesar de haver abertura à entrada de novos elementos, entre eles mulheres, a maior percentagem são homens. É com um tom de orgulho que sublinha que “em momento algum, vi alguém olhar-me de canto por ser mulher. Relativamente aos utentes, também sempre fui aceite como tal. E muitos deles até acham uma certa piada por ser uma menina”.

Segundo ela “nunca” o preconceito existiu, e enche o peito com orgulho quando nos confessa que “estamos num patamar em que em qualquer lugar as pessoas olham para nós como sendo os heróis. E recebemos constantes elogios e somos bastante respeitados.

São mulheres, são bombeiras … A honra, orgulho e compromisso estão assegurados com Sandra Raquel Porto e Diana Balchada.

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