Os vereadores do Partido Social Democrata da Câmara Municipal de Caminha em nota emitida falam em “ilegalidades e trapalhadas para tentar correr contra o tempo marcam aprovações em reunião de Câmara e podem pôr em risco o financiamento” e acrescentam ainda que “”Caminha se encontra na iminência de perder esta linha de financiamento por não ter conseguido agilizar a tempo e com eficiência todos os procedimentos necessários”.

O assunto diz respeito a obras de requalificação da Escola Básica e secundária Sidónio Pais, em Caminha, e o actual executivo liderado pelo socialista Miguel Alves é peremptório ao afirmar que este projecto “é essencial e é uma prioridade para este Executivo. Podia ter sido feita no passado, quando houve verbas para isso, quando se requalificaram escolas em todo o país. O executivo de então decidiu nada fazer pela escola.

E, ainda, relembra que “este Executivo candidatou um projecto , feito por um arquitecto que é também professor da Escola, um excelente projecto . Conseguiu-se uma verba de três milhões de euros, que está disponível. Abriu-se o concurso para a obra, mas esse concurso ficou deserto, como ficaram desertos outros concursos semelhantes, mesmo aqui ao lado, por exemplo em Valença. O mesmo aconteceu com o primeiro concurso para a requalificação da Escola Secundária de Barroselas, em Viana do Castelo, e outros.

Mas, a oposição social-democrata faz outra leitura, ou seja, o anterior projecto estava mal elaborado e os valores orçamentais para a obra foram mal calculados o que levou a que o concurso tivesse ficado deserto. Portanto, perdeu-se tempo por total incompetência deste executivo”.

Por sua vez, o executivo reitera que “perante a falta de resposta dos privados/empreiteiros, fez-se uma revisão do projecto e aprovou-se, no passado dia 21, o lançamento de um novo concurso. Aumentou-se, aliás, em 500 mil euros, o investimento a fazer. A despesa foi aprovada e será submetida a aprovação da Assembleia Municipal. Não podemos substituir-nos aos empreiteiros, mas também não vamos desistir, nem vamos deixar que o financiamento se perca”.

Mas, as críticas laranjas referem que a pressa de correr atrás do estrago é tanta, que aprovaram em reunião de câmara uma ilegalidade que pode fazer com o próprio Tribunal de Contas inviabilize todo o projecto. Lamentamos que estejamos desde 2016 à espera que este concurso avance, e que só a 1 mês do fim da linha de financiamento se tente fazer tudo, passando por cima de todos e cometendo ilegalidades para o conseguir, quando o poderiam ter feito com calma e ponderação”.

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