Presidente da República preocupado com pescadores desaparecidos após naufrágio

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 (Lusa) - O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou hoje a sua "preocupação" pelos três pescadores, ainda dados como desaparecidos, após o naufrágio de uma embarcação ao largo de Espinho.

Numa nota publicada pelo site da presidência de República, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou, também, "as mais sentidas condolências aos familiares e amigos" da vítima mortal do acidente e "o desejo de rápidas melhoras ao sobrevivente hospitalizado".

O Presidente da República contactou José Festas, presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, para se inteirar da situação e partilhar sua preocupação e dor pelo sucedido.

"Lamentavelmente, a dureza das condições meteorológicas sentidas nos últimos dias, que afetaram tantos Portugueses sobretudo na zona centro do país e, em particular hoje, a dureza da força do mar acabou por ceifar, precocemente, a vida de um dos elementos da ‘Mestre Silva', expressando o Presidente da República as mais sentidas condolências aos seus familiares e amigos", pode ler-se na nota.

A embarcação "Mestre Silva", com cerca de 12 metros, registada na Póvoa de Varzim, mas que operava normalmente a partir do porto de Matosinhos, naufragou esta manhã cerca de dez milhas (cerca de 19 quilómetros) ao largo de Espinho, distrito de Aveiro, com cinco tripulantes a bordo.

Apenas um pescador foi, até agora, resgatado com vida, o mestre da embarcação, Rafael Silva, de 54 anos, natural de Vila do Conde, que teve de receber assistência no hospital de Santa Maria da Feira.

Há uma vítima mortal confirmada, um pescador da Póvoa de Varzim, de 54, enquanto três elementos estão dados como desaparecidos: um pescador de Vila do Conde, de 64 anos, e dois indonésios de 26 e 33 anos.

Durante o dia, as buscas pelos pescadores desaparecidos foram realizadas por embarcações e por um avião e um helicóptero da Força Aérea.

José Festas, presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, revelou, depois de conversar com único sobrevivente, que o acidente aconteceu após uma onda atingir a embarcação.

"Disse-me que estavam todos a trabalhar, quando foram surpreendidos por uma ?volta de mar', uma vaga forte, que virou embarcação. Depois disso já não tem mais consciência do que se passou", partilhou José Festas, depois da conversa com o mestre, que está bem e ainda hoje deve regressar a casa.

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