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Portugal: uma casa que quer voltar a ser habitada

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Este lema foi mote para o “II Encontro de Investidores da diáspora”, realizado nos passados dias 15 e 16 de dezembro, no Castelo de Santiago da Barra, em Viana do Castelo. Com esta iniciativa, foi possível consolidar – entre empresas de micro, pequena e média dimensão - uma plataforma de conhecimento, relação e oportunidades de investimento em Portugal para portugueses que se encontram no mundo.   

A dimensão do evento traduz-se em números, ao reunir cerca de 500 empresários e dirigentes de instituições empresariais, 10 membros do governo, 17 instituições do estado, que são responsáveis pelo apoio ao investimento em Portugal e, representantes de governos regionais como os Açores, a Madeira e a Galiza. Foi possível, também, decidir dois aspetos importantes: o reconhecimento do estatuto de utilidade pública às câmaras de comércio, sendo um objetivo que se pretendia há 10 anos e, ainda, a realização de encontros intercalares entre os Açores e a Madeira – sendo o primeiro a realizar-se em julho de 2018.

Os impactos do encontro fizeram-se sentir na decisão de investimento de um Aquaparque em Viana do Castelo, por parte de investidores franceses, que permitirá criar 100 postos de trabalho. Por outro lado, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas José Luís Carneiro, chamou à atenção para a questão dos emigrantes que não “tiveram tempo para serem meninos”, relembrando casos de jovens de 12 e 13 anos, carregados de sonhos, que tiveram de se tornar adultos muito rápido, passando por dificuldades. Neste sentido, afirma que devemos disciplinar a sociedade para a possibilidade de ter uma vida sem tanto sofrimento e dor, interiorizando que é preciso tempo para tudo, principalmente para viver.

É possível verificar, ainda, que embora muitos portugueses tenham constituído família fora do seu país, visitam-no em determinadas alturas do ano e manifestam vontade em querer investir. Neste sentido, ficam ligados aos dois países, a dois povos e a duas identidades.
Por fim, de forma a dar continuidade à dinâmica de procura de investimento do país que se tem vindo a consolidar, este encontro contará com a terceira edição em 2018, na comunidade intermunicipal do Tâmega e Sousa. É este o horizonte que permite criar pontes para povoar a nossa casa que é Portugal - que sofreu com a emigração - dando motivos para regressarem e encontrarem-na diferente.

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Paula Moreira
Colaboradora / Correspondente
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