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A dignidade da pessoa humana será tanto mais reforçada quanto mais se reconhecer ao funcionário e/ou trabalhador as suas capacidades pessoais, profissionais e sociais, designadamente: pelo trabalho, pelo estudo, pela competência e pela lealdade que ele manifesta no seio da organização, bem como pelo reconhecimento dos superiores hierárquicos, pelo público e pela progressão que vai tendo ao longo da carreira, por mérito próprio.

 O executivo tem que saber gerir com imparcialidade e sentido de justiça os seus recursos humanos em geral, reforçando, em especial, aqueles que revelam, praticam e lutam pelos valores que integram a pessoa humana, nomeadamente, as legítimas e legais aspirações à melhoria do respetivo estatuto socioprofissional.
Com efeito: «Em geral, os indivíduos lutam por status mais elevado e não por menos elevados em relação aos seus. As pessoas vivem e lutam por um novo status ou para preservar o que lhes convém. Isto justifica a insistência com que se procura melhor situação, muitas vezes com sacrifício do status de outrem. (...) A busca do status é universal. (...) Geralmente, quer se trate de uma sociedade democrática, quer não, existe uma hierarquização de status segundo valores. Na democracia, a ascensão ou queda de status é, em certos aspectos, mais fácil que em outros sistemas sociais, pois todos têm, teoricamente, as mesmas oportunidades.» (TORRE, 1983:132-33).

O processo lógico e desejado, desenvolve-se, portanto, pela concretização das expectativas criadas, face a promessas pontuais que foram entendidas como verdadeiras, e para serem cumpridas logo, deve ter-se a certeza absoluta que existem os recursos financeiros suficientes, para que cada trabalhador tenha uma carreira profissional sempre em ascensão, até à respetiva categoria máxima, vulgarmente designada por “topo de carreira”. O executivo terá a responsabilidade moral de cumprir com o que, entretanto, prometeu, sem prejuízo dos restantes projetos que beneficiam a população em geral.

A gestão autárquica e/ou empresarial sustentável implica, por isso mesmo, compreensão pelos legítimos e legais direitos dos cidadãos, mas também postula regras de boa aplicação dos recursos financeiros que, afinal, são provenientes, na sua maior parte, dos impostos de todos os contribuintes, bem como garantir uma boa situação económica da própria instituição, através da contenção de gastos, da não contração de empréstimos, principalmente em tempo de crise, como a que atualmente se verifica em todo o mundo.
A contração de empréstimos é um recurso que deve ser utilizado para melhoramentos públicos de interesse coletivo, para realização de projetos de natureza social, para pagamento de salários e incentivos à progressão nas respetivas carreiras dos funcionários e/ou trabalhadores da instituição, através do estudo, da formação permanente, sabendo-se, todavia, que alguns destes fazem parte daquele contingente de colaboradores, com salários superiores, embora sem perspectivas de progressão na respetiva carreira profissional, portanto, desmotivados, desvalorizados, porque colocados por critérios políticos e/ou simpatia, sem o reconhecimento do mérito próprio.

A gestão autárquica e/ou empresarial sustentável, na medida do possível, deve contemplar a realização de projetos que sirvam o bem-comum e não apenas uma parte do bem-comum, quando beneficia, somente, alguns cidadãos particulares e respetivas famílias.
A criação de postos de trabalho, também é uma atribuição das empresas privadas, com deveres sociais, até porque se tais empresas trabalham para o sector público do Estado e seus departamentos, à custa dos impostos dos cidadãos, então é justo que também se preocupem com o bem-estar dos trabalhadores, dando-lhes condições dignas de trabalho, estabilidade e progressão profissional.

A Autarquia ao promover concursos públicos para a realização dos seus projetos está, ainda que indiretamente, a criar e a sustentar postos de trabalho, logo, a contribuir para o desenvolvimento, progresso e bem-estar da comunidade, contudo, neste domínio deve haver a maior transparência, isenção e avaliação objetiva das qualidades, competências, experiência e, tanto quanto possível, provas dadas pelos candidatos a um posto de trabalho.
Considerando-se que determinados recursos – financeiros – têm continuado, ao longo do tempo, relativamente insuficientes, impõe-se, portanto: primeiro, mais apoio dos Órgãos Centrais do Poder, seja ele político ou empresarial; depois, uma administração racional, objetiva, sem pietismo nem ostentação, até porque certos sentimentos podem, inclusivamente, ofender e/ou humilhar os seus diretos beneficiários.

 A compaixão e a piedade religiosas, por exemplo, têm uma aplicação diferente, porque genuínas e verdadeiras, da aparente “pena”, e solidariedade, manifestadas em circunstâncias excecionais. O que realmente importa é que: «Em tempo de paz, os governos necessitam de recursos para poderem fornecer às populações índices condignos de civilização, justamente por todos desejados e que muitos reclamam; mas tais recursos, em suficiente quantidade, só podem provir de satisfatórias produções e circulação de riquezas, as quais inexistem quando não há boa administração. Por outro lado, a aplicação satisfatória dos recursos obtidos somente se pode verificar através de serviços públicos suficientemente racionalizados, pois os funcionamentos usuais, excessivamente custosos e morosos, reduzem os benefícios que aqueles recursos poderiam proporcionar ao povo.» (MOITINHO, 1965: 74).

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