Os Que Podem, ajudem os que Precisam

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A dinâmica do progresso, praticamente a todos os níveis da sociedade e em todos os setores da atividade humana, vem ganhando uma tal constância que será difícil inverter, ou mesmo parar, este movimento que, adjetivamente, já se concetualiza como: aldeia global, globalização, mundialização, universalização, em domínios como a economia, o comércio, a ciência, as tecnologias, a comunicação.

As barreiras à livre circulação de ideologias, à liberdade de pensamento e de expressão vão desaparecendo. As fronteiras físicas e fiscais têm vindo a diluir-se entre alinhados, não-alinhados, blocos intercontinentais e outras formas facilitadoras da liberdade de circulação, muito embora, alguns países, persistam em diversas formas de proteção aos bens a importar ou a exportar.

Apesar das grandes aberturas e profundas alterações no relacionamento interpessoal entre cidadãos, governos, religiões e instituições diversas internacionais, ainda não se atingiu a cidadania universal, caraterizada pela livre circulação e fixação de pessoas, bens e capitais, em qualquer território., existindo, ainda, interdições à entrada e fixação de pessoas, oriundas de países, eventualmente, ligados a organizações terroristas.

Por outro lado, os interesses geopolíticos e geoestratégicos dos países e os ainda exacerbados individualismos, egoísmos, etnocentrismos, narcisismos e outras formas de dominação e discriminação, continuam bem interiorizados em certas mentes e culturas, impedindo a concretização de um desígnio universal: o homem livre, num mundo livre, que pertence, afinal, ao Criador.

O progresso, no seu conceito mais otimista, correspondendo ao desenvolvimento positivo, sustentado, tendente para um melhor nível e qualidade de vida dos cidadãos, não tem correspondido às justas expetativas da esmagadora maioria da população mundial, pois é sabido que a vala que separa ricos e pobres é cada vez mais larga e funda, na medida em que, muitos dos ricos aumentam desmesurada e inexplicavelmente as suas fortunas, enquanto a maioria dos pobres se aproxima, rápida e perigosamente, do limiar da miséria, das diversas formas de exclusão, de situações gritantemente desumanas, sem que se vislumbrem soluções que invertam esta tendência catastrófica.

A vida é cada vez mais agitada e incerta para a maioria das pessoas, para poderem sobreviver com alguma dignidade e conforto material, tentando garantir, àqueles que delas dependem, um mínimo de condições biosociais, relativamente à melhor preservação da vida física e disporem de uma situação de relativa tranquilidade, no acesso aos bens de primeira necessidade, como: a saúde, a alimentação, a educação, o trabalho, a habitação a cultura.

A dificuldade ou a impossibilidade de aceder a alguns ou diversos destes bens, de primeiríssima necessidade, provoca nas pessoas grande ansiedade, incertezas, sentimentos de desânimo e de revolta, de tentativas múltiplas para acabar com certo tipo de situações e, no limite, com a própria vida.

Nunca se recorreu tanto aos medicamentos do tipo “antidepressivos”, “calmantes”, drogas para levar estes doentes, por algumas horas, para um mundo de fantasia, de sonho, de facilidades e esquecimento de uma vida real indigna, porém, o regresso à realidade, passado o efeito do produto, é ainda mais doloroso e preocupante. Aos que podem, pede-se-lhes atitudes de generosidade.

Nunca os laboratórios farmacêuticos terão produzido tanta e tão diversificada gama de medicamentos, os quais, juntamente com outros intervenientes, nomeadamente ao nível da alimentação, dos cuidados primários de saúde, a higiene e prevenção, têm contribuído para um significativo aumento da esperança de vida, praticamente em todo o mundo.

O combate às doenças com potentes medicamentos, com campanhas maciças de vacinação, e com o avanço da medicina especializada, novas técnicas e instrumentos de cirurgia, em muito têm contribuído para que a vida humana se prolongue e, se possível, com redução do sofrimento físico.

As doenças atuais do corpo físico, porém, estão longe de serem vencidas, embora muitas outras já tenham sido erradicadas em muitos países. Mas as doenças estudadas, e em parte solucionadas pelas ciências exactas, como a biologia, a genética, a medicina geral e suas diversas especializações, são apenas uma parte dos males que atormentam a humanidade.

Um outro conjunto de situações que provocam imenso sofrimento, e até conduzem ao suicídio, continuam, porém, sem boas e eficazes soluções ou, pelo menos, sem avanços significativos que possam garantir estabilidade psico-emocional, uma vida equilibrada e digna.

Perturbações do foro mais íntimo de cada pessoa, resultantes de dificuldades diversas, de obstáculos que surgem, de problemas que: uns, não se sabe como surgem; outros, conhecem-se as causas mas, ignoram-se as consequências e a solução, os quais continuam a afetar, cada vez, mais indivíduos, famílias e até algumas comunidades a caminho da desintegração social.

Quais os remédios? Quais as intervenções? Quem poderá ajudar a minimizar e, posteriormente, resolver situações verdadeiramente dramáticas? Para estas e outras questões, para as quais ainda não foram encontradas respostas, pode-se tentar experimentar algumas soluções práticas, ao nível da reflexão, das boas leituras, das boas práticas, boas no sentido em que possam conduzir ao relaxamento físico-mental, à meditação transcendental, numa perspetiva divinizante.

A leitura: de biografias de grandes vidas; de obras clássicas e paradigmáticas; de máximas universais; de casos concretos, que foram resolvidos sem o recurso à farmacologia química convencional, pode ser uma excelente alternativa, porém, por si só, ainda é insuficiente para resolver os problemas.

A análise diária das obras dos diversos filósofos, teólogos, entidades divinas e santificadas, em cujos textos se procura enquadrar os diferentes problemas e situações, também pode contribuir para amenizar muitas dificuldades, ainda não solucionadas por outros processos, e pelas ciências exactas, técnicas e tecnologias mais avançadas.

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Diamantino Bártolo
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