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Um medo horrível. Dizem que é uma passagem, que estamos de passagem, que tudo é efémero. Que são as leis da natureza. Racionalmente, aceito. Mas eu sou irracional. O Vasco Croft morreu. É assim de uma crueza sem apelo. Morreu. Desapareceu. 

Não consigo dizer palavras bonitas porque não as sinto. Não há consolo para a morte. Podemos fingir uma data de coisas, mas esta não! A Clara Croft é uma senhora muito especial, transformou a morte do Vasco numa festa de amor, e acho que ele se sentiu bem nela. Ouviam-se as suas músicas, os amigos circulavam pelo relvado, sentíamo-nos num filme inglês ou americano, muito anglo saxónico. 

Os bebés brincavam na relva e os jovens jogavam à bola. Tudo era harmonia e todos estávamos lá porque o Vasco nos juntou numa festa de amor. Com a sua irreverência, a sua arte, a sua cultura imensa, a sua tolerância ao que valia a pena e intolerância ao banal, só podia ser assim. O Vasco ofereceu-me o seu livro sobre arquitectura e uma pintura semi-acabada. Lembro-me de como a sua mão tremia quando lhe pedi para o assinar, prenúncio da sua doença. Foi bom conhecer o Vasco. Obrigada a si e à Clara por serem tão excepcionais.
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Ah, e as missas foram dispensadas, nada de hipocrisias, era assim que ele quereria!

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