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Eram pobres viviam em condições péssimas, sofriam e pronto... Mas hoje é diferente e neste aspecto, concordo com o Mário Soares, quando ele afirma que “nem no tempo do Salazar, se viu tanta fome”.

 Hoje é realmente mais doloroso, sofre-se mais porque houve uma regressão muito violenta no estilo de vida da maioria dos portugueses. Essa regressão não foi provocada pelo Povo inocente, que foi vítima dos políticos e dos seus amigos da finança. Foram eles que nos conduziram e nos “obrigaram” a endividar e a comprar tudo e mais alguma coisa. - “Compre agora, não se preocupe e pague depois”. - Diziam insistentemente.

As pessoas tinham os seus empregos e viviam bem. De boa-fé fizeram os seus planos de vida a longo e a médio prazo e depois aconteceu isto... Perderam os empregos, deixaram de ter possibilidade de cumprir com as suas obrigações, de dar continuidade aos estudos dos filhos e até, em muitos casos, de poder comprar medicamentos e até alimentar minimamente as suas famílias.

Muitas dessas famílias entregaram as suas casas aos bancos por não poder pagar a prestação e vivem agora com o coração-na-mão, aterrorizados numa miséria encoberta. Vivem ainda, a tentar manter a aparência que tudo vai bem...

Essa ilusão, de tentar fazer crer o que não se é, durará enquanto o parco subsídio de desemprego durar... Depois, poderá ser prolongada com ajudas de quem tiver família e amigos com poder monetário. Mas infelizmente essa “bolha” de esperança vai acabar e se não acontecer um “milagre” de mudança a curto prazo em Portugal, isto não vai ser nada agradável...

Os portugueses estão a sofrer e a pagar pelos erros que não são seus. Nós não somos culpados desta situação e ela, se não for invertida rapidamente, tudo isto vai acabar mal, muito mal...

São tantos os casos de desespero, angústia, dramas sociais e um aumento assustador do suicídio. Toda a gente o vê por todo lado, mas é um facto quase invisível à comunicação social. É um desastre, uma bomba-relógio, uma bola-de-neve de dimensões e consequências imprevisíveis e isto assusta-me.

Manuel Araujo


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