História da Humanidade

ID:N°/ Artigo: 2876
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O homem vive no mundo, compreendido num espaço e num tempo, rodeado de seres animais, vegetais e minerais, possivelmente iluminado por “Algo”, de tal forma que lhe permita ser diferente de toda a restante criação e, em certa medida, dominar, em seu proveito, a própria natureza.

A História da Humanidade é tão antiga quanto o homem, embora cientificamente não seja conhecida a partir da sua génese, circunstância que impede qualquer tentativa de remontar às origens da humanidade, ficando assim um longo espaço e tempo históricos ignorados pelo homem, acerca da sua própria existência.

A História não admite verificação experimental, sendo impossível repetir um raciocínio, renovar uma observação, fazer uma experimentação. O passado não pode tornar-se presente, logo não pode ser motivo de anotação e experiência diretas. O passado, com todas as suas circunstâncias, é irreversível.

Os factos históricos são originais e únicos, porque jamais se repetem em idênticas condições de espaço e tempo, não podendo ser estudados em grupos, mas cada um de “per si”, não conduzindo, por isso, ao estabelecimento de leis fixas e genéricas. É impossível repetir-se, por exemplo, da mesma forma, a segunda Guerra Mundial.
A historiografia grega não ultrapassou muito a crónica, predominando uma orientação filosófica sustentada por Platão e Aristóteles, e porque os principais historiadores, Heródoto e Tucídides não foram capazes de fornecer, em relação ao passado, mais que informações imprecisas.

A finalidade do estudo histórico nos gregos era contribuir para a formação da polis, através da memória da ação do homem no passado, verificando as causas da guerra. De uma maneira geral, os historiadores gregos, já apontados, e ainda um outro chamado Políbio, não conseguiram libertar-se, totalmente, dos efeitos da Mitologia e da Filosofia, e imprimiram às suas narrações um certo cunho determinista, subordinando, excessivamente, a ação do homem ao meio e aos deuses.

Pode-se considerar, portanto, que a História Tradicional, a História Conjuntural e a História Estrutural, constituem unidades de medida diferentes. A História Tradicional seria a história de boatos; a História Conjuntural, história de blocos e a História Estrutural, história de movimentos plurisseculares.

A Nova História ocupa-se das conjunturas e das estruturas, do que muda e permanece, é uma História Total. A História Estrutural carateriza-se por uma história das populações totais e é oposta à História Tradicional, elitista e sem preocupação pelo problema demográfico.

A História Total prefere o banal, o repetitivo, o quotidiano, as maiorias, embora não exclua as minorias privilegiadas do saber, do poder, da religião, etc., visa detetar e conhecer reações, e toda a espécie de comportamentos das populações.

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Diamantino Bártolo
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