Como prometido no artigo anterior O Retrato do SNS e da Economia visto à lupa, hoje debruçamo-nos sobre a Segurança, relembrando que a Segurança de Pessoas e de Bens é uma obrigação Constitucional do Estado prevista na Constituição da República Portuguesa.

Metade da população, cerca de 50%, só tem forças de segurança a mais de 5 Kms, e, cerca de 14% a mais de 10 Kms. Apesar disto em 2016 a PSP  encerrou 17 esquadradas em Lisboa e Porto (10 em Lisboa e 7 no Porto). Instalações muitas delas por esse país fora, adaptadas ao serviço da guarda em antigos conventos em edifícios destinados a outros fins, sem o mínimo de condições e de dignidade para o exercício da função policial. Instalações portanto deficitárias, que oferecem condições precárias, algumas até infestadas de ratos e baratas onde chove lá dentro. Faltam até simples aparelhos de medição da taxa de alcoolemia ou terminais de pagamento automático, computadores ou impressoras e tinta ou papel para as mesmas. Camaratas sem condições dignas, sem sistemas de proteção de alerta de incêndios e até alarme contra assaltos. Frotas de carros patrulha que vão sendo encostados à medida que avariam, chegando a haver esquadras sem um único carro operacional.

Um sistema integrado de comunicações de nome SIRESP contratado em 2016 pelo então Ministro da Administração Interna António Costa, do Governo do PS liderado por Sócrates por 485,5 milhões que passados quase 13 anos se revela um buraco negro, como ficou provado nos incêndios de 2017, sendo responsável com as suas constantes falhas, por mortes de muitas das pessoas vitimas dos incêndios e foram 112 no total.

Curiosamente o SIRESP em 2016 foi contratado com um consórcio encabeçado pela SLN, proprietária do BPN a quem o Governo PS de Sócrates e de António Costa pouparam os prejuízos da sua falência em 2008, preferindo que a fatura que poderá chegar aos sete mil milhões fosse paga pelos contribuintes portugueses, nacionalizando o buraco BPN e dispensando a SLN de pagar um cêntimo, não lhe tocando no seu vasto património de edifícios de escritórios e serviços no centro de Lisboa ou empreendimentos turísticos. Quando um Governo, permite que por falta de segurança, quarteis como Tancos sejam assaltados e de onde desapareceu  material de guerra ou na Direção Nacional da PSP de onde foram roubadas  57 armas Glock do seu armeiro, constatamos que não cumpre a sua obrigação constitucional.

Quanto vemos mais um negócio ruinoso que põe em causa a segurança, como é o negócio da compra dos helicópteros Kamov, operação feita em 2006 curiosamente no mesmo governo PS de Sócrates com António Costa a  Ministro da Administração Interna, a outorgar essa aquisição e ao que se soube há dias não existir nenhum deles operacional.

Mas lembremos mais outra situação, quer também tem a ver com segurança das pessoas. Refiro-me ás coberturas contendo amianto, maioritariamente instaladas em Escolas, mas também em outros edifícios públicos. Pelos vistos a urgência na sua irradicação que era veementemente exigida pelos Mídias ao governo Passos Coelho que o fez em inúmeras Escolas e outros edifícios, mas que não concluiu a tarefa, deixou de constar da agenda politica desses Mídias.

Acontece, que esses mesmos atentos e vigilantes Mídias preocupados então com a segurança das pessoas, estão agora silenciados e não fazem a mesma exigência de então, numa postura de subserviência e proteção ao governo de António Costa e das esquerdas. Perante o estado da segurança em Portugal e sendo certo que não é a única função do Estado cujo governo impõe em 2019 a maior carga fiscal dos últimos 60 anos, temos de constatar que estão em risco severo o normal funcionamento das Instituições, consubstanciado nesta narrativa propagandística de António Costa e de Centeno dos baixos deficits do Orçamento na tentativa de limparem  a imagem de despesitas que em 2011 este PS com quase os mesmos deixou Portugal num deficit do OE de 11,2% e nas mãos da TROKA, sendo que desta vez vão destruindo por dentro o Estado a quem impõe austeridade, degradando assim os serviços prestados às populações, através das famosas cativações que mais não são que verdadeiros cortes, austeridade desta feita nos organismo do Estado,  estranhamente com a Dívida Pública de que são os principais responsáveis no governo PS de Sócrates e de António Costa no período de 2005 a 2011 e que em 2015 António Costa a recebeu em 231 mil milhões estando agora acima de 251 mil milhões, apesar dos tais  deficits do OE, mais baixos da democracia.

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Rogério Pires
Colaborador Convidado
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