Em tempo de apresentação do OE, as noticias vão correndo na CS. Umas verdadeiras, muitas nem por isso e outras nem aparecem.

Centeno irrita-se e insulta os técnicos da UTAU e os deputados, apelidando-os de espertos, por terem descoberto que as contas não batem certas, e que afinal o deficit de 0,2% é na realidade de 0,5%, mais do dobro do inscrito no OE. Estranho bastante, que até agora ninguém tenha levantado a questão do OE, ter como referência uma crescimento do PIB de 2,2%, quando as organizações internacionais apontam para valores entre 1,7% e 1,8%.

Tudo concorre para esconder, branquear e não penalizar a imagem de Centeno interna e externamente. Vemos Pierre Moscovici, que enviou uma carta a alertar para o não cumprimento das regras do Tratado Orçamental, quanto à consolidação orçamental, apresentando uma melhoria de 0.3% no saldo estrutural, quando estava obrigado a apresentar uma melhoria de 0,6%, para além de rebentar com o teto de crescimento da despesa.

Portanto Sr Moscovici isto são graves acusações, e a carta não é meramente administrativa como diz. Portugal integra assim o grupo de 8 países da UE a apresentarem deficit em 2019. Para melhor se perceber comparemos com a Grécia, recentemente saída do programa vulgo TROIKA.

Portugal em 2019 crescerá segundo as previsões internacionais 1,8% a Grécia 2,4%, Portugal apresenta um deficit de 0,2% a Grécia EXCEDENTE de 0,6%. Portugal em 2019 apresenta um Saldo Primário de 3,1% a Grécia 3,9%. Portugal prevê reduzir a divida pública em 2,7% a Grécia em 12,8% em percentagem do PIB. Portugal tem a 5ª maior carga fiscal tendo em conta o PIB per capita ou seja os contribuintes portugueses pagam 19% acima da média da UE portanto 119% da média.

Em 2016 o números de óbitos em Portugal registou o valor mais elevado 111 mil óbitos, o pior numero desde 1960 em 2018 aumentaram mais de 6% do que em igual período de 2017. Nas farmácias portuguesas de Jan a Set de 2018 faltaram 45 milhões de medicamentos. Em 2017 morreram 2.385 pessoas que constavam da lista de espera por cirurgias sem as terem feito.

O endividamento da Economia , em Agosto 2018, situou-se acima de 717 mil milhões, a que se juntam os cerca de 250 mil milhões da Dívida Pública.

Os números, sempre os números, a desmentirem a narrativa de António Costa e Centeno, com a complacência das esquerdas do PCP e do BE e muita ajuda de grande parte da Comunicação Social.

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Rogério Pires
Colaborador Convidado
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