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Porque o trabalho, para além de ser considerado uma dimensão específica e exclusiva da espécie humana, é a fonte material de sustentação da pessoa, enquanto titular de deveres e de direitos. Em cada agregado familiar deve existir a garantia de obtenção de receitas monetárias, que permitam aos cônjuges, a seus filhos e outros dependentes, uma vida digna e confortável. O trabalho é, finalmente, fonte de progresso, de criação e redistribuição de riqueza.

Preparar para manter a família ligada à obrigação de trabalhar constitui uma iniciativa que o autarca, independentemente das demais entidades com funções e competências legais neste domínio, pode implementar: até como forma de participação do cidadão na atividade produtiva da comunidade; também como intervenção democrática e exercício de cidadania, que pode ser abordada no sentido do cumprimento dos deveres: todos têm o dever de trabalhar; mas também no âmbito dos direitos: todos têm direito ao trabalho.

Nesse sentido, isto é, o dever de participar na vida cívica, parece correto afirmar-se que: «Tem-se cada vez mais consciência de que o exercício de participação pode revestir variadas formas. A crise dos sistemas representativos apela a um aprofundamento da democracia, que não se esgota na esfera política, mas abrange outras dimensões da vida social e também do quotidiano do trabalho. Consequentemente, as pressões que daqui resultam sobre a organização e o conteúdo do trabalho têm o seguinte sentido: (…) exigência de um trabalho com interesse, isto é, que seja desafiante dos conhecimentos e da experiência em virtude da variedade de situações e da complexidade de elementos a ter em conta; (…)» (TEIXEIRA, 1996:20).

O autarca que no seio do povo, seu conhecido e seu igual, do qual brotou e com ele convive, poderá oferecer, à partida, não obstante as suas origens, eventualmente, humildes e pobres, as melhores condições para que família e o trabalho se conjuguem, no sentido de contribuírem para uma comunidade harmoniosa, estável e em progresso sustentado.

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Este autarca, desejavelmente, nascido, criado e ao serviço da sua comunidade, à qual se apresenta para sufrágio, se possível, com provas dadas ao longo de décadas: como membro de uma família; como trabalhador empenhado; como cidadão que serve as instituições locais, com dedicação e assiduidade; que em seu tempo, não se eximiu ao cumprimento das obrigações nacionais, nos domínios que lhe estavam propostos; provavelmente poderá reunir razoáveis condições para garantir o exercício do poder autárquico local, com isenção, imparcialidade, tolerância e espírito de missão. É previsível antever-se um bom trabalho autárquico no seio do povo, que muito bem o conhece.

 Assumir o compromisso de estar sempre ao lado das famílias, para ajudar a resolver, de forma e por processos legais, as situações mais difíceis, como o desemprego, a educação, a saúde, a habitação, constitui, por si só, uma garantia do caráter solidário do candidato.
Sem grandes questionamentos, a educação das crianças é um pilar importante na formação da sociedade do futuro, seguramente, na e a partir da própria família, porque: «Disciplina, limites e valores são absolutamente necessários para que o cérebro da criança adquira arquivos que serão importantes para o resto de sua vida e assim deverão ser ensinados pelos pais, especialmente através de posturas diárias, de disciplina orçamentária, de horários, de trabalho, observância de dias de descanso, (…)» (COLETA, 2005:22).

Políticos, famílias, Igrejas, escolas, empresas e comunidade em geral, têm a obrigação de se compatibilizarem na elaboração e concretização dos projetos que, o mais consensualmente possível, sejam prioritários para a comunidade no seu todo. Para isso é necessário estabelecer precedências, elencando o que realmente é fundamental, rejeitando o que se considera secundário ou mesmo supérfluo. Saber estabelecer prioridades é uma outra competência cada vez mais essencial.

Bibliografia

COLETA, António Carlos Dela, (2005). Primeira Cartilha de Neurofisiologia Cerebral e Endócrina, Especialmente para Professores e Pais de Alunos de Escolas do Ensino Fundamental e Médio, Rio Claro, SP – Brasil: Graff Set, Gráfica e Editora
TEIXEIRA, Cláudio Renato Marques, (1996). Organização do Trabalho e Factor Humano. De Instrumento a Actor. Lisboa: Instituto do Emprego e Formação Profissional

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