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…trolarós, tugas, franceses de Alcochete, ça va’s, escumalha, coitadinhos, incultos,  atrasados, patetas, frantugueses… Preconceitos à Portuguesa
Segundo dados da ONU reunidos no relatório do Observatório da Emigração, Portugal é o segundo país da União Europeia com maior taxa de população emigrada.
Imperativos de ordem económica têm determinado grande fuxo emigratório português, uma constante estrutural  da  demografia portuguesa.

Em busca de uma vida melhor e de um trabalho cujo salário lhes permita realizar os seus sonhos, muitos, com níveis superiores de formação e altamente qualificados, decidiram emigrar.

França tem estado no topo dos destinos de quem tenta a sorte fora do seu país, porque os «tugas» que emigram não têm condições para a satisfação das suas ambições. Fala-se de um milhão de portugueses em França.

São portugueses em terras gaulesas mas acabam por ser estrangeiros no país que os viu nascer e só lembrados pelas suas remessas em divisas ou quando vão de férias a Portugal.
Vivem e trabalham arduamente durante todo o ano, votados a uma espécie de ostracismo, tendo diáriamente que lutar para terem uma melhor qualidade de vida e conseguirem superar os problemas economicos deixados em Portugal.

Maioritariamente associados à imagem da porteira, mulher de limpeza, pedreiro e de trabalhador agricola, pouco qualificados mas com um nível superior daquele que tinham em Portugal, são tão portugueses fora do nosso país como aqueles que vivem em Portugal.
« França tem uma grande comunidade portuguesa. Portugal conta com o apoio da França para  ajudar Portugal nas questões económicas », afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa declaração proferida no Palácio do Eliseu, após um encontro com o seu homólogo, François Hollande, durante as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que decorreram o ano passado em Paris.

Pelo amor pela pátria que se deixou para trás, depois de serem expulsos por quem não lhes deu oportunidades nem os tratou bem, continuam a ter Portugal no coração e depois de um árduo ano de trabalho, muitos, tradicionalmente, passam as férias de verão no seu país, principalmente no mês de Agosto.
No entanto, são confrangedoras as  boas vindas, como são tratados,  e o « humor » com os estereótipos da emigração lusa, numa espécie de gozo à portuguesa, só porque se pensa que um fato e uma gravata são sinónimos de sapiência.

Obviamente que não se pode medir todos pela mesma bitola e a maioria não é ideal embaixador de Portugal além fronteiras, nem dignifica o país com os seu comportamento e «cultura». Todavia, somos todos emigrantes e merecemos respeito, consideração e estima como qualquer outro cidadão.
Basta de intolerância, preconceitos, deselegâncias, e reservas mentais.


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