O PS vai introduzir a recusa de um exército europeu e da especialização das Forças Armadas nacionais na sua recomendação sobre a adesão de Portugal à cooperação europeia de defesa, procurando “um amplo apoio e consenso no parlamento”.

“O Partido Socialista fez várias diligências no sentido de concertar posições e ter uma posição desta Assembleia da República com uma votação o mais ampla possível”, anunciou hoje no parlamento o deputado Vitalino Canas.

A bancada socialista decidiu assim introduzir no seu projeto de resolução, que será discutido hoje à tarde no plenário, “duas emendas” sobre aspetos que já constavam na parte introdutória da iniciativa, mas não na parte resolutiva.

Uma das novas referências é que a cooperação estruturada permanente na área da defesa e segurança (PESCO, na sigla original) “não terá por efeito a condução a um exército comum europeu e que recusamos essa criação” e que também “não se traduzirá na obrigação de especialização das Forças Armadas nacionais”.

“Além disso, entendemos que deve haver plena complementaridade e coordenação com a NATO”, referiu Vitalino Canas.

O PSD tinha ameaçado chumbar a proposta socialista caso não traçasse estas “linhas vermelhas”. Também o CDS-PP tinha apelado ao consenso sobre esta matéria.

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