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A QUEDA DO MITO CENTENO

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Após o filme que envolveu Mário Centeno, António Costa e Marcelo, já muito se disse e ficou claro que estiveram mal os três. Mário Centeno é Ministro das Finanças nomeado por António Costa, deve-lhe lealdade e respeito e nem que como lembrete tinha obrigação, dado o elevado montante de ter falado com António Costa.

António Costa esteve mal pois sendo o Pai juntamente com Centeno do contrato ruinoso que fizeram com o Lone Star, sabia muito bem, que não podia condicionar o pagamento à auditoria em curso, a qual nada tem a ver com o ano de 2019, pois refere-se ao período de 2008 a 2018, e, por outro tinha noção que teria de ser cumprido. Marcelo esteve igualmente mal, porque mais uma vez invadiu a área da governação, e, mais grave ainda, tomou partido, e,  mais uma vez por António Costa, e esqueceu que é PR voltando à situação de Comentador.

Mário Centeno, com toda esta trapalhada, acabou ganhando com tudo isto. Mário Centeno tenta há muito sair do Ministério das Finanças, pois ninguém melhor que ele sabe o barril de pólvora onde está sentado, que poderá explodir a qualquer momento, isso é factual pelas suas tentativas falhadas de ida para o FMI, depois para o BCE, e agora que era a sua última e derradeira esperança, a menos apetecível, também a de Governador do Banco de Portugal. Assim, toda esta confusão, permitiu que Centeno tenha garantido o lugar de Governador do Banco Portugal, como o futuro próximo demonstrará, o que ao mesmo tempo o coloca fora da corrida ao Eurogrupo, com mandato a terminar em Junho, fugindo à vergonha de ser corrido como se adivinha pelas noticias vindas da Alemanha, que o consideram impreparado e incapaz de liderar uma discussão.

Centeno tem consciência do Flop que é, e que foi a conjuntura em que exerceu o seu cargo bem como e estado em que recebeu o país depois de 4 anos em que Passos Coelhos restabeleceu a credibilidade interna e externa, equilibrou as Finanças e colocou Portugal a crescer, o ajudaram. Mário Centeno está muito longe de ser o Ronaldo das Finanças, pois não passa na realidade de um habilidoso a trabalhar a Folha de Excel, mas ao contrário.

Mário Centeno define o valor do deficit, sempre abaixo do acordado com Bruxelas para ficar bem visto, trabalha ora a RECEITA lançando impostos indiretos porque passam bem ao lado dos portugueses, ora corta digo corta porque cativar é coisa bem diferente, e, simultaneamente, adia pagamentos de verbas orçamentadas, que obviamente baixam o deficit.

Na legislatura, que terminou teve cerca de 13 mil milhões de ganhos de conjuntura, não aproveitou um cêntimo para reduzir a Divida Publica e preparar o futuro, bem pelo contrário aumentou-a em mais de 20 mil milhões (Out 2015 – 229.245 em Dez 2019 era de 249.980 ou seja mais 20.035 milhões), nem a famosa Almofada Financeira resistiu e levou também rombo (Out 2015 era 15.160 e em Dez 2019 era 14.494, ou seja, menos 666 milhões).

Quanto ao Orçamento, o tal das Contas Certas, basta analisar os números. Em 2015 a Receita foi de 76.141 milhões, em 2018 (ultimo ano já fechado) foi de 85.275 milhões ou seja mais 9.134 milhões. Quanto à Despesa, o valor de 2015 foi de 80.893 milhões  o 2018 fechou com 87.516 milhões, mais 6.623 milhões.

Temos a maior carga fiscal de sempre. Os serviços públicos prestados pelo Estado, em piores condições de serviço publico, onde tudo falta desde pessoal por força da redução do horário para as 35 horas, até material de uso corrente. O SNS foi apanhado na pandemia em condições degradantes, onde tudo faltava, e temia-se o colapso do sistema de saúde.

Em suma mais, RECEITA leia-se mais carga fiscal, mais DESPESA resultante de benesses semeadas com um único critério, a captação de votos, como foi o caso da gratuitidade dos manuais escolares e a redução dos passes sociais aplicadas a pobres e ricos, pensando apenas no voto e não em medidas de verdadeira justiça social. O endividamento do Sector Público tem aumentado fortemente penalizando os fornecedores do Estado. A Divida Total da Economia entre 2015 e 2019 disparou de 701 mil milhões para 725 mil milhões.

Em suma: Mais carga fiscal, mais Despesa no OE, mais Divida Pública, mais Divida Total da Economia, mais endividamento do Sector Publico, menor qualidade dos Serviços Públicos, menor Rendimento per Capita, Exportações em % do PIB a crescerem numa legislatura uns 2,5% abaixo do crescimento médio do Governo Passos Coelho que foi de 3% ao ano, O saldo Externo de regresso ao Deficit. Tudo isto em troca de menos Deficit no OE, mas conseguido como foi atras dito, um desemprego em baixa mas que em nada tem a ver com o governo, mérito sobretudo das empresas e dos empresários mesmo mal tratados como tem sido pelo governo. É um resultado à António Costa, POUCOCHINHO para 4 anos de governação.

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Rogério Pires
Colaborador Convidado
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