(Lusa) - O líder parlamentar do PS afirmou hoje que a "vozearia" da líder do CDS e o "rearranjo vocal" do presidente do PSD pretendem negar as melhorias, passando a imagem de "um país no fundo do poço".

Falando no debate quinzenal, durante o período de interpelação ao primeiro-ministro, António Costa, o líder da bancada socialista, Carlos César, considerou que na presente legislatura foram diminuídas "a pobreza e as desigualdades sociais e territoriais", proporcionaram-se condições de "vitalidade à economia", ajudou-se a inovação das empresas, ao mesmo tempo que se procura "inverter a tendência de degradação dos serviços públicos".

"Bem sabemos que há sempre problemas por resolver - ou que outras obrigações sempre nos convocam como, por exemplo, as do apoio que temos prestado à comunidade portuguesa na Venezuela -, mas estamos a terminar uma legislatura em que a maioria dos portugueses, tal como as mais variadas instituições internacionais, reconhecem os bons resultados até agora alcançados", sustentou.

No entanto, de acordo com Carlos César, para a oposição, "tudo o que é mau é sempre culpa do Governo e tudo o que é bom ou é obra do acaso ou mera propaganda e eleitoralismo".

"Quem só pudesse ouvir, nestes últimos meses, a vozearia da líder do CDS e, nestes últimos oito dias, o rearranjo vocal na liderança do PSD, pensaria que estaríamos ora no fundo ora à beira do poço. Podemos ainda não viver no Portugal que mais desejamos, mas o Portugal que hoje já temos, com o Governo do PS, é bem melhor, muito melhor, do que o país, enfraquecido e desanimado, que encontrámos no início desta legislatura", advogou.

Numa intervenção que se seguiu ao período de interpelação entre o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão e António Costa, dominado em parte pelas questões da saúde, designadamente a política do medicamento, Carlos César deixou o seguinte comentário perante a agitação que havia na bancada social-democrata: "Estou a ver que o medicamento em falta é o Xanax".

Num discurso que proferiu no parlamento, no final de 2017, o presidente do Grupo Parlamentar do PS procurou demonstrar as alegadas melhorias do país, desde 2015, com os casos simbólicos "das vidas do Nuno, da Mariana, da Augusta, do João, do Hugo e do avô do André".

"Fui saber como estão - se melhor, ou se pior, para vos recontar", referiu.

O Nuno, segundo o líder da bancada socialista, "que, em 2017, deixara de estar na situação de risco de pobreza, renovou, entretanto, o seu contrato de trabalho".

"Agora, tem um contrato sem termo, tal como outros 276 mil trabalhadores por conta de outrem que, ao longo destes últimos três anos, deixaram de trabalhar na precariedade. Ele e a sua família vivem agora com mais confiança no dia seguinte - e nós sabemos que isso se deveu às condições criadas pelo Governo do PS", declarou.

Carlos César falou ainda do caso da Mariana, "que estava desempregada e encontrou em 2017 um emprego".

"Embora com o salário mínimo, viu o seu salário reforçado em 7,7%, em 2018 e 2019. Agora, ainda não ganha muito, mas já são 600 euros. O seu irmão, Pedro, que recebe o salário mínimo há vários anos, contou-lhe que, neste quarto ano de Governo do PS, o seu salário foi aumentado em 95 euros por mês", acrescentou.


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