O parlamento Britânico votou, hoje, o acordo alcançado entre o Governo do Partido Conservador e a União Europa. Foi a maior derrota de um governo no Reino Unido desde 1924, após a rejeição do acordo por 432 votos contra e apenas 202 a favor, em sessão na Câmara dos Comuns.

A Primeira-ministra britânica, Theresa May, já aceitou uma moção de censura ao seu Governo, requerido pelo Partido Trabalhista, que deverá ter lugar amanhã, no Parlamento. Caso este voto logre o apoio da maioria, o Executivo terá ainda 14 dias para tentar renovar um acordo que reuna o apoio dos deputados, ou o Partido Conservador é chamado a formar novo Governo, ou convocam novas eleições.

Apesar dos apelos da Primeira-ministra britânica para que o acordo de saída fosse aprovado pelo Parlamento, o Partido Trabalhista rejeitou a proposta, tendo referido Jeremy Corbyn, na sua intervenção anterior à votação, como sendo “um acordo que  visa servir o Partido Conservador e não os interesses de todo o país”.

O resultado parece ter sido do agrado quer do lado remain, quer dos apoiantes do Brexit, ainda que segundo as sondagem da Britain Elects: 75% dos britânicos não aprova a forma como o governo conduziu as negociações; e 54% do eleitorado votaria para permanecer na União Europeia, caso o referendo tivesse lugar hoje.

A agência de sondagens Survation apurou igualmente que 46% do eleitorado prefere permanecer na União Europeu contra 41% que prefere sair sem acordo.

Perante os resultados em Westminster, a comunidade portuguesa no Reino Unido manifestou sentimentos de ambivalência: Se por um lado a perspectiva do Reino Unido sair sem acordo deixa a maioria apreensiva; por outro, existe a esperança de que o Reino Unido permaneça na União Europeia.

Apesar das garantias dadas pelo Governo britânico no sentido de reconhecer os direitos dos europeus residentes no Reino Unido, ainda não abriu o processo de “settled status” que virá substituir a residência permanente, até aqui facultativa. Uma situação que tem gerado muitas preocupações na Comunidade Portuguesa residente, atendendo ao ambiente hostil à imigração do actual Executivo.

O Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk já solicitou ao Governo de May a clarificação no sentido de informar a União Europeia de qual será o rumo do Brexit e sugeriu a possibilidade do Reino Unido continuar na União Europeia.

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Claudia Belchior
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