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PS/Madeira deixa de ser alternativa e assume-se como "a próxima maioria" governativa

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Funchal, Madeira, 03 fev (Lusa) – O PS/Madeira deixou de se apresentar na região como uma alternativa à maioria social-democrata, assumindo-se como “a próxima maioria governativa”, disse o novo secretário-geral dos socialistas madeirenses.

“Já não estamos a construir uma alternativa mas a próxima maioria governativa” no arquipélago, disse o também vereador na Câmara do Funchal João Pedro Vieira apresentando a moção de estratégia global que tem como primeiro subscritor o novo presidente eleito do PS/Madeira, intitulada “um futuro pelas pessoas” no XVIII congresso regional do partido que decorre hoje e domingo, no Funchal.

O dirigente socialista madeirense sublinhou que “as regras mudaram” no arquipélago e assegurou que o partido na região “está unido, forte e mobilizado para vencer as próximas eleições” legislativas regionais em 2019.

“Estamos prontos para trabalhar todos os dias para vencer em todas as freguesias, em todos os concelhos, nas eleições para a Assembleia Regional, Europeias, legislativas nacionais e mudar o Governo Regional do PSD” que sempre chefiou o arquipélago desde o 25 de Abril de 1974.

José Pedro Vieira opinou que, em 2019, os militantes vão estar “todos juntos no projeto que tantos madeirenses sonharam […] e ter o governo e o presidente que querem”.

“Queremos construir um futuro” foi a frase que usou para enunciar as várias medidas que constam da moção de estratégia, entre as quais saúde "com qualidade” e uma “educação regional diferente” que combata o insucesso e o abandono escolar.

Uma economia que “não passe pelo modelo esgotado [do PSD] baseado nas obras públicas”, um setor do turismo “olhado como um todo”, uma aposta no poder local, numa política de integração dos emigrantes que estão a regressar à Madeira, foram outros aspetos mencionados.

“Queremos construir um futuro onde todos sejamos iguais”, declarou, apontando que o PS/Madeira vai realizar uns “estados gerais” para preparar o programa governativo.

Por seu turno, o líder cessante, Carlos Pereira, quando apresentou a sua moção de estratégia global intitulada “Verdade e Credibilidade: vencer 2019 – Sempre pelo PS”, uma projeto com 68 páginas, assumiu as divergências políticas com o novo presidente socialista madeirense eleito.

Ainda considerou que o partido na região está “dividido” entre os apoiantes do vencedor e do vencido, defendendo ser “preciso discutir e analisar” o percurso feito pelo PS/Madeira nos últimos tempos, pois conseguiu “galopar de forma extraordinária” o caminho da confiança do eleitorado, apontando que o objetivo é derrotar o PSD nas próximas legislativas regionais no arquipélago.

Também sustentou que o novo presidente eleito nas internas realizadas em 19 de janeiro, Emanuel Câmara, tem “nas mãos” a missão de unificar o partido e deve apostar na “convergência”, salientando que quando assumiu a liderança do PS/Madeira, os socialistas estavam a mais de 33% abaixo do PSD e hoje “entrega-o a dois pontos percentuais” da maioria dos sociais-democratas.

A intervenção de Carlos Pereira mereceu algumas críticas nas intervenções de outros militantes, incluindo o do presidente do congresso, Bernardo Trindade, e do deputado Avelino Conceição, que considerou ser “uma barbaridade” e que a postura do líder cessante, que abandonou a sala, constitui uma ameaça à unidade do partido.

A moção de Carlos Pereira foi rejeitada tendo obtido apenas 20 votos a favor dos congressistas, não tendo o proponente votado no seu próprio projeto porque estava ausente da sala, enquanto que a do novo líder socialista madeirense foi aprovada “por larga maioria”, informou o presidente do congresso.

Na sessão desta tarde do XVIII congresso regional dos socialistas insulares foram igualmente aprovadas por unanimidade as alterações estatutárias. O relatório das contas da direção cessante foi igualmente aprovado por maioria.

Os congressistas também homenagearam o fundador do partido, Mário Soares, através de um vídeo.

O responsável da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, que foi anunciado e assumiu ser o candidato à presidência do Governo Regional da Madeira em 2019 foi aclamado de pé pelos congressistas quando chegou à sala do congresso pelas 19:40.

No domingo, a sessão de encerramento da reunião magna dos socialistas madeirenses conta com a presença da secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes.

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