NOTA! Luso.eu usa cookies e tecnologias similares. Se você não alterar as configurações do navegador, você concorda com isso.

Saiba mais aqui

Compreendi

PCP diz que “só sobrarão promessas” se Governo continuar “amarrado” ao défice (C/ÁUDIO)

Votos do utilizador: 0 / 5

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Porto, 25 dez (Lusa) – O PCP apontou hoje “contradições” à mensagem de Natal do primeiro-ministro, considerando que “só sobrarão promessas” de desenvolvimento do país se o Governo continuar “amarrado às metas do défice” e aos “compromissos com a Europa e o grande capital”.

“Se o Governo continuar amarrado às metas para redução do défice ou a pagar dívida a este ritmo dificilmente terá recursos para cumprir objetivos como revitalizar o interior ou avançar com o reordenamento da floresta. Depois faltarão meios humanos e financeiros, sobrando apenas promessas”, afirmou Gonçalo Oliveira, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, numa reação à mensagem de Natal do primeiro-ministro, feita a partir do Centro de Trabalho do partido no Porto.

Destacando a importância de “valorizar as conquistas” até agora alcançadas e previstas o Orçamento do Estado para 2018, Gonçalo Oliveira notou que elas serão sempre “limitadas” enquanto “não se colocar a soberania nacional no primeiro plano”, centrando a discussão nos “grandes temas”, como “a renegociação da dívida e fim da submissão de Portugal à política do euro”.

De acordo com o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, as “contradições” da mensagem de Natal tiveram lugar quando o primeiro-ministro “afirma o compromisso em ultrapassar obstáculos ao desenvolvimento do país, mas reitera a importância de se cumprirem compromissos com a União Europeia e o grande capital”.

Isto porque, para o PCP, estes compromissos “resultam em constrangimentos e limitam a capacidade de desenvolvimento” de Portugal.

“Quando o primeiro-ministro refere como prioridade o emprego digno com um salário justo, é preciso não esquecer que, ainda há pouco tempo foi o Governo quem travou o Salário Mínimo Nacional nos 580 euros, quando devia ter ido até aos 600”, frisou Gonçalo Oliveira.

Para o comunista, isto “significa continuar a apostar numa política de baixos salários e de exploração de quem trabalha”.

“O PCP está confiante de que é possível assegurar futuro melhor, mas tem de ser construído. Para continuar a chegar lá é preciso uma política diferente”, vincou.

De acordo com Gonçalo Oliveira, tal passa pelo que tem vindo “a ser defendido pelo PCP”, como a “valorização dos salários e pensões”, a “retoma das empresas e dos setores estratégicos para o controlo do Estado” ou por “garantir os serviços públicos e o acesso à saúde e educação para todos”.



Pub
 

Luso Productions
Pode ler mais sobre este colaborador
Artigos deste Autor:

Eventos este Mês

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
16
17
18
20
23
24
27
29

Últimos Tweets

Navio belga em São Vicente https://t.co/j3i33Tsa1f
From Vimeo
Acabei de adicionar “Seafood Expo Global” para o canal LusoProductions no #Vimeo: https://t.co/lXTlWhSV5U
From Vimeo
Acabei de adicionar “Seafood Expo Global” para o canal luso no #Vimeo: https://t.co/74mOsazyf2
Follow Luso.be - Bélgica on Twitter