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NATAL: A GRANDE FESTA DA FAMILIA Onde o Menino Volta a Nascer…

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"A felicidade de ter a presença da família unida e feliz, não só no Natal, supera qualquer presente que possa estar debaixo da árvore"

“Já nasceu o Deus Menino”! São palavras que fazem parte de uma canção de Natal e que exprimem o sentido profundo do grande acontecimento e do seu inaudito cariz. Sempre bem acolhido pela consciência popular ao longo dos séculos, como atestam as escrituras, os contos de Natal e os cânticos desta época festiva. Como naquele tempo, também hoje nos sentimos livres em aceitar o Mistério e em reconhecer o Deus Amor, que vem até nós como filho dos homens; e assim, o Menino volta a nascer no coração daqueles que O acolhem, de alma aberta para a paz e fraternidade! 

O Natal é a festa cristã, que (re)une ou deveria reunir as famílias, na qual se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Simples e ao mesmo tempo, cingido de mistério! De acordo com os evangelhos, Jesus nasceu da Virgem Maria em Belém da Judeia; aí se registaram nos censos Romanos. Segundo os crentes, o nascimento de Cristo estava já previsto nas escrituras judaicas, segundo as quais o Messias viria da casa de David. Havia de nascer numa manjedoura, para espanto de ricos e poderosos, por não haver lugar para Ele numa hospedaria! Com base no medo e no egoísmo, Herodes ordena o massacre de todas as crianças de Belém, com menos de dois anos: são os “santos inocentes”.

Mas a Sagrada Família, já tinha partido, em “fuga para o Egipto”! Que tantos escritores narraram e outros artistas pintaram, de forma tão eloquente. Face a tantas peripécias, Maria mantém uma grande serenidade e confiança! Na docilidade e na obediência, crescia a doce expectativa, numa realização anunciada pelos Profetas. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”!

Hoje em dia dá-se a paganização da festa cristã, não com o regresso da festa do deus Sol, mas antes dos deuses do consumismo e das influências, para o desmesurado dispêndio, de tudo e mais alguma coisa. No meio de tanto movimento e alvoroço, de tanta procura e oferta, perde-se o âmago da solenidade que queremos celebrar festivamente. Reparamos que existe uma premente necessidade de parar o curso da nossa atitude, de forma a arranjar tempo, para preparar e viver o Natal com equilíbrio, como crentes que somos, no nascimento do Messias.

Precisamos de olhar o mundo que ainda não realizou aquela transformação atómica do ódio pelo amor e do bem sobre o mal, anunciada na lonjura dos tempos pelos profetas. Precisamos ainda, de despertar a consciência para os factos e as vivências da nossa proximidade, do nosso pequeno mundo. Esbanjamos tantas ocasiões de um bom relacionamento e de paz com os que nos estão próximos, preocupados que ficamos com as desgraças ocorridas bem longe e sobre as quais nada podemos fazer! A construção de um mundo mais justo e mais humano é possível quando, cada um assume, a sua própria responsabilidade, a começar pelas pequenas coisas, que estão ao nosso alcance...

Onde quer que nos encontremos e em qualquer circunstância podemos viver, com intensidade a festa da Natividade de Deus feito Homem. Com alegria, façamos a viagem até Belém e contemplemos o rosto humilde do Menino, despojado e simples. Procuremos assimilar o mistério da pobreza e da humildade, expressa na grande lição do presépio; aprendamos a ser e a viver em família, onde reine o amor, a tolerância, o respeito, o perdão; na alegria autêntica, na comunhão amiga e fraterna... Que todo esse calor humano e familiar, nos proporcione um Feliz Natal, rico dos bens que só o Emmanuel pode dar.

E que 2020 seja um ano bom, de prosperidade, de paz e saúde.

 

António Fernandes
Colaborador
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