CANÁBIS - Governo “favorece lóbi da indústria farmacêutica”?

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Em Portugal o consumo de Canábis agravou-se nos últimos anos, mas mesmo assim, o número de mortes causadas por overdose é zero. Ao contrário do que querem fazer crer, a Canábis ainda não matou ninguém em qualquer parte do mundo. Por outro lado, no mundo inteiro o álcool e o tabaco, são altamente mais mortíferos e incapacitantes e não é por isso que proíbem a plantação das vinhas, ou o uso do vinho, ou do cigarro.

Em Portugal há pacientes, que querem (e podem) ser curados com os derivados da Canábis, mas rejeitam ser marginalizados e criminalizados como se fossem traficantes. A actual legislação pouco ajuda, pois só permite aos doentes terem acesso à Canábis, depois de esgotados todos os outros tratamentos, com os medicamentos das farmacêuticas.

Há pacientes desesperados e alguns já sem esperança, que correrem riscos desnecessários ao adquirirem “secretamente” e com medo, CBD falso/adulterado a preços exorbitantes sem qualquer garantia de qualidade, pondo em risco a sua saúde. O descontentameto é tal, que há até quem acuse o Governo de estar supostamente a “favorecer" os lóbis, os "traficantes" e a "indústria farmacêutica".

Há milhares de pessoas que aguardam a clarificação/certificação/liberalização do uso dos produtos da Canábis para fins medicinais: É importante e urgente a clarificação do uso legal desses produtos. Para justificar essa urgência, apresento apenas dois casos reais de doentes, os quais manifestaram reserva e não me permitem identificá-los.

— O primeiro caso é de um paciente, 65 anos com "cinco nódulos de cerca de um centímetro e pouco cada um" no fígado.
Ele possui dupla residência; uma na praia e outra no interior.
Em Julho de 2017 começou o tratamento com Óleo de CBD. Primeiro com 5% e depois 10% três vezes ao dia.os exames mensais verificou-se uma acentuada regressão dos “nódulos”.

Ao fim de quatro meses, havia apenas ligeiros vestígios/sombras dos “nódulos”.
A cirurgia que os médicos queriam fazer, foi posta de parte.

Quatro meses depois, no início do Outono mudou-se para a sua residência principal e como havia por perto uma loja que vendia o CBD, passou a comprá-lo nessa loja.
Uns meses mais tarde, na consulta de rotina, com grande estupefacção, os “nódulos” voltaram a aparecer.

Os médicos aconselharam-no de imediato a fazer a cirurgia de remoção dos tumores, o que aconteceu quase de seguida.
O paciente está actualmente em recuperação e a ser seguido no IPO.

Devido à falta de garantia de um produto fidedigno, ele deixou de acreditar e de tomar o CBD.
— O segundo caso trata-se de um paciente, 30 anos diagnosticado com Epilepsia aos 28 anos de idade.
Durante 14 anos, os médicos não conseguiram diagnosticar a sua doença. (Dos 14 aos 28)
O paciente tinha múltiplas (dezenas) síncopes e espasmos diários.

Durante esses 14 anos, e após ter consultado muitos médicos e feito imensos testes, exames, tomado inúmera medicação fazendo de "cobaia", tendo inclusive estado internado, os especialistas descobriram e concluíram que era uma forma “rara” de epilepsia.

Depois de correctamente diagnosticado e medicado, o paciente nunca mais teve síncopes ou espasmos, mas devido à medicação, ganhou peso e uma depressão.
Há dois anos, começou a usar CBD a 5% duas vezes aos dia, juntamente com a medicação receitada pelos especialistas.

Seis meses após o início do uso do CBD, sem avisar o médico reduziu a medicação a 50%. Actualmente usa o CBD duas vezes ao dia e reduziu para 25% a medicação “química”, que pretende deixar de tomar completamente, se houver garantia de usar CBD legal e de qualidade.
Refere, que houve um mês que não teve acesso ao CBD habitual e adquiriu-o num outro fornecedor.

Dias após ter começado a tomar do “novo” CBD, as crises espasmódicas voltaram com imensa intensidade.
Como conclusão, é óbvio, que nestes dois casos, há um factor comum: a falta de garantia de qualidade dos produtos, que são vendidos aos doentes.
A bem do interesse dos doentes, é urgente que o Governo legisle e liberalize o uso do CBD, sem “golpes de cintura”, acabe com o tráfico e garanta a qualidade do produto disponibilizado aos pacientes.

Manuel Araújo
Jornalista colaborador
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