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Brexit: Barnier diz que prorrogação não foi pedida e data foi escolhida por Londres

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 (Lusa) – O negociador europeu para o ‘Brexit’, Michel Barnier, afirmou hoje que não se pronuncia sobre um prolongamento das negociações porque ele não foi pedido e frisou que a data de saída foi escolhida pelo Reino Unido.

“Foi o Governo britânico que escolheu a data de saída, não fomos nós, por isso nunca falei em prorrogação”, disse Michel Barnier numa audição na Assembleia da República em resposta a perguntas de vários deputados portugueses sobre a possibilidade de um prolongamento do prazo de negociações.

“Não me vou pronunciar sobre uma questão que é relativa a pedidos que não foram feitos”, afirmou noutro passo, acrescentando: “Sempre pensei que precisamos de decisões, não forçosamente de tempo suplementar”.

Barnier esteve hoje pela segunda vez na Assembleia da República a responder aos deputados portugueses sobre o processo de negociação da saída do Reino Unido da União Europeia.

Desta vez, ao contrário da primeira visita, em maio de 2018, Barnier sublinhou que se está “num momento grave” e “num impasse”, dado o chumbo pelo Parlamento britânico, há dois dias, do acordo para uma saída ordenada.

“Agora o Governo britânico tem de dizer o que quer”, repetiu várias vezes durante a audição conjunta pelas comissões de Assuntos Europeus e dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

Para Barnier, “o impasse” só pode ser ultrapassado por Londres, designadamente através de consultas políticas da primeira-ministra, Theresa May.

O responsável insistiu que o acordo negociado é “o melhor possível”, porque respeita a decisão do povo britânico e respeita a posição do Governo britânico, designadamente as linhas vermelhas que Londres impôs.

Essas linhas, considerou “fecharam portas” e, “se o Reino Unido mexer nas linhas vermelhas”, a UE também mudará: “Se quiser mais, estamos prontos”, assegurou o responsável, que ao longo da audição repetiu várias vezes que a saída é desvantajosa para todos.

Questionado por vários deputados sobre as garantias de proteção dos direitos dos cidadãos europeus no Reino Unido no caso de uma saída sem acordo, Barnier insistiu que “a melhor garantia é o acordo” porque, “daí para a frente, estarão sujeitos à política de imigração britânica, que não é conhecida”.

“A melhor garantia é o acordo, que cobre a quase totalidade dos direitos. Sem acordo, não posso dizer como vai ser, depende de cada Estado-membro e, depois, esperamos que do lado britânico haja o mesmo tratamento”, afirmou.

“Penso que há, de ambas as partes, uma atitude positiva, mas não é o mesmo que uma certeza jurídica”, frisou.

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