Lisboa é um bom exemplo da aplicação dos fundos europeus. Esta foi a conclusão da visita dos cinco membros socialistas, da Comissão do Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu, que estiveram em Portugal entre os dias 27 e 29 de Junho, com o objetivo de proceder à verificação da utilização dos fundos europeus na capital portuguesa.

Constanze Krehl, presidente da delegação socialista na Comissão do Desenvolvimento Regional no Parlamento Europeu, mostrou-se agradada com a visita a Portugal, afirmando que para os eurodeputados “é muito importante ver que os programas estão a funcionar na sua globalidade e que o dinheiro europeu se encontra a ser bem aplicado”.

A comitiva visitou a capital portuguesa por sugestão de Liliana Rodrigues, sendo esta a quinta vez que a parlamentar madeirense traz a Portugal uma delegação do Parlamento Europeu. “O balanço é positivo pois tivemos a oportunidade de visitar vários tipos de projectos, desde aqueles com uma vertente mais cultural, até aqueles direcionados para as áreas da sustentabilidade ambiental e investigação científica”, afirmou a eurodeputada.

Os eurodeputados visitaram a Fundação Champalimaud, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, a Sé de Lisboa e a ETAR de Alcântara. Durante a missão, os parlamentares reuniram-se ainda com António Dieb, Presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, com Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente, e com Pedro Marques, Ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

Durante o encontro com Pedro Marques, os eurodeputados aproveitaram para discutir sobre o futuro da política de coesão e sobre as negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual. Liliana Rodrigues afirmou que o Partido Socialista nunca votará o orçamento tal como foi apresentado pela Comissão Juncker e referiu que os cortes anunciados vão implicar longas negociações para que Portugal e as suas duas regiões autónomas sejam atingidas o mínimo possível.

“Não será demais relembrar que a proposta orçamental desequilibrada e injusta para Portugal foi apresentada por um Comissário que é do Partido Popular Europeu. Se o orçamento é mau é bom sabermos quem o propôs”, afirmou Liliana Rodrigues, referindo-se ao Comissário Günther H. Oettinger. Para a eurodeputada, o comissário, que tem a seu cargo as pastas do orçamento e dos recursos humanos, “fez tábua rasa das propostas do Parlamento Europeu, nomeadamente no que diz respeito às contribuições dos Estados Membros da União Europeia de 1,3% em relação aos recursos próprios”.

No final do mês de Maio, a Comissão Europeia anunciou um corte de 9,9% nos fundos estruturais e de coesão da UE. Segundo o quadro avançado pela equipa liderada por Jean-Claude Juncker, Portugal irá receber cerca de 21,2 mil milhões de euros entre 2021-2027. Este valor representa para o país um corte de 7% em comparação com o quadro comunitário actual.

Em relação à missão, para além de Constanze Krehl e Liliana Rodrigues, estiveram ainda em Lisboa a italiana Michaella Giuffrida, o croata Tonino Picula e a romena Maria Gabriela Zoană.

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