“A Quem Pertence este lugar?”
Para o segundo dia de projecções, no âmbito da Edição do CINE LUSO 2018, foi convidado um realizador da Amazónia e um activista pelos Direitos dos Povos Não Representados, de Bruxelas, para reflectir sobre a situação actual das minorias indígenas no Brasil. "Se o cinema é o motor, o debate o seu contexto”, esclarece a produção.

“É hoje urgente colocar em foco a existência e condição destas minorias, potencialmente mais fragilizadas e ameaçadas na sequência dos resultados das recentes eleições presidenciais no Brasil", alerta a produção do CINE LUSO Espirito Mundo.

“Num mundo de incoerência e intolerância aos imigrantes, resta ainda a luta dos povos indígenas para reafirmar sua cultura e território desde a colonização europeia”, uma reflexão no âmbito do tema “A Quem Pertence Este Lugar?” que contará com “duas vozes, com diferentes experiências e olhares sobre a actualidade das minorias indígenas da Amazónia, nomeadamente: o realizador Rodrigo Oliveira - em representação do Estado do Acre e do Festival Cinema sem Fronteira da Amazonia - e Fernando Burgés, responsável da Unrepresented Nations and Peoples Organization (UNPO), sediada em Bruxelas, refere o CINE LUSO Espirito Mundo.

Os documentários PUYANAWA e NO TEMPO DA CULTURA, duas curtas metragens, de Sérgio de Carvalho, e FILHOS DE GUERREIROS, de Sofia Amaral, acrescentam o olhar a este segundo dia de cine debates. A Lusofonia no radar de Bruxelas, a acontecer no dia 6 de Novembro, pelas 19h, na Maison de Culture de Saint Gille.

O CINE LUSO 2018, marca agenda durante o mês de Novembro, em Saint Gilles, Bruxelas promovendo o cinema como suporte para debater o tema “SOMOS TODOS ESTRANGEIROS”, a Migração em análise sob o prisma de Território, Identidade e Memória. Um tema atual com reflexo histórico, uma vez que as navegações portuguesas foram pioneiras na exploração de novos territórios e continentes constituindo-se como a base de fluxos migratórios que originaram o espaço da Lusofonia.

Pub