Miguel Alves diz ‘adeus’ ao concelho de Caminha





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Confirmado!

O líder socialista da autarquia de Caminha, Miguel Alves, foi proposto para secretário de Estado Adjunto  do primeiro-ministro português e ruma até à capital de Lisboa abandonando a presidência da câmara municipal.

“O Presidente da República aceitou a proposta do primeiro-ministro de nomeação de três novos secretários de Estado, aos quais conferirá posse sexta-feira, pelas 19h30, no Palácio de Belém”.

Miguel Alves era presidente do município de Caminha desde 2013, estando no seu terceiro mandato. Foi adjunto de António Costa como presidente da Câmara Municipal de Lisboa (entre Agosto de 2007 e Outubro de 2009), mas também enquanto ministro de Estado e da Administração Interna (entre Janeiro de 2006 e Maio de 2007).

A comissão política de Caminha do PSD em nota de imprensa já reagiu a esta nomeação e à saída de Miguel Alves dos destinos da autarquia ao afirmarem que “Caminha nunca foi a prioridade para quem nem um ano de mandato cumpriu”.Também lamentam que “em menos de um ano tenha sido dada a razão a quem disse que o actual presidente não falava a verdade à população quando se candidatou, uma vez que sabia que não iria assumir o mandato até ao fim e que só estava para tentar ganhar as eleições, porque sabia que pelo seu número dois na lista à câmara não o conseguiria”.

O Bloco de Esquerda já lamentou em comunicado por “os compromissos assumidos não serem cumpridos.” E, ainda, consideram “desonesto quando tais compromissos são assumidos publicamente e são colocados perante o escrutínio do voto de todos os munícipes.”. Esta força política é peremptória a “desonestidade perante os eleitores, que acreditaram nos empolgados discursos durante a campanha eleitoral, do próprio demissionário Miguel Alves e da demais equipa, bem demonstra as reiteradas afirmações dos candidatos do Bloco de Esquerda, quando, há tão-só um ano, publicamente consideraram que o mandato não seria para cumprir nos 4 anos”.

Recordar que aquando da campanha eleitoral das últimas autárquicas o candidato do Bloco de Esquerda, Luís Braga, questionou directamente Miguel Alves sobre se levaria o mandato até ao fim e, perante o seu silêncio, insistiu na pergunta, uma e outra vez, nunca obtendo uma resposta.”Silêncio que bem demonstrava a impossibilidade de assumir naquele momento um compromisso de permanência com os caminhenses, estando, portanto, a ludibriar conscientemente os eleitores”, lê-se na nota.

Mas, O Bloco de Esquerda vai mais longe e considera que “perante esta aldrabice eleitoral, impõe-se que os demais eleitos do Partido Socialista honrem agora a vontade dos eleitores quando elegeram a equipa ora desfeita e se demitam também, concedendo a palavra ao povo do concelho de Caminha para que se possa pronunciar sobre quem deve dirigir o destino deste concelho, designadamente, elegendo agora gente que, com honestidade, saiba honrar, com responsabilidade e verdade, os compromissos com que se apresenta”.

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Author: Isabel VarelaEmail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
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